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domingo, 24 de julho de 2011

Os Testes Mais Comuns

Teste de Irritação dos Olhos: É utilizado para medir a ação nociva dos ingredientes químicos encontrados em produtos de limpeza e em cosméticos. Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais conscientes. Os coelhos são os animais mais utilizados nos testes Draize, pois são baratos e fáceis de manusear. Seus olhos grandes facilitam a observação dos resultados. Para prevenir a que arranquem seus próprios olhos (auto-mutilação), os animais são imobilizados em suportes, de onde somente as suas cabeças se projetam. É comum que seus olhos sejam mantidos abertos permanentemente através de clips de metal que seguram suas pálpebras. Durante o período do teste, os animais sofrem de dor extrema, uma vez, que não são anestesiados. Embora 72 horas geralmente sejam suficientes para a obtenção de resultado, a prova pode durar até 18 dias. Muitas vezes, usam-se os dois olhos de um mesmo coelho para diminuir custos. As reações observadas incluem processos inflamatórios das pálpebras e íris, úlceras, hemorragias ou mesmo cegueira. No final do teste os animais são mortos para averiguar os efeitos internos das substâncias experimentadas. No entanto, os olhos de coelho são um modelo pobre para olhos humanos.
- a espessura, estrutura de tecido e bioquímica das córneas do coelho e do humano são diferentes;
- coelhos têm dutos lacrimais mínimos (quase não produzem lágrimas);
- resultados de testes são sujeitos às interpretações ambíguas;
- o que aparenta ser um dano grave para um técnico pode parecer brando para um outro.
Teste Draize de Irritação Dermal: Consiste em imobilizar o animal enquanto substâncias são aplicadas em peles raspadas e feridas (fita adesiva é pressionada firmemente na pele do animal e arrancada violentamente; repete-se esse processo até que surjam camadas de carne viva). Substâncias aplicadas à pele tosada do animal. Observam-se sinais de enrijecimento cutâneo, úlceras, edema etc..

Veja a lista completa de testes, AQUI.

sábado, 2 de outubro de 2010

Grávida e vegan

Um monte de gente me pede para escrever sobre gravidez e veganismo. Demorei 9 meses para fazer isso porque eu simplesmente não via nada demais em estar grávida e ser vegan! Essa é minha dieta e estilo de vida há mais de 10 anos, e acho que estou tão acostumada às suas implicações que a gestação só mudou para mim o que mudou para todas as outras gestantes: maior preocupação em ser saudável, restrição a alguns tipos de alimentos (tipo cafeína), aumento na quantidade de outros (tipo couve), comer chocolate para sentir o bebê mexer, e assim por diante. Eu simplesmente não sabia o que escrever, então decidi DEScrever minha experiência. Espero ajudar outras veganas barrigudas!

Informação foi o que me fez virar vegan e, ao mesmo tempo, o veganismo me fez ir atrás de mais informação ainda. Desde sempre li muito a respeito; participei de congressos; vi filmes e documentários; pesquisei na internet. Isso resultou numa enorme mudança de hábitos: antes eu costumava jantar um prato de arroz, feijão, hambúrgueres, ovo frito e bacon. Passei a me preocupar mais com o que comia, primeiro para evitar ingredientes de origem animal (sou vegan por motivos éticos), depois para encontrar maior diversidade e variedade, finalmente para ser mais saudável. Incluí na minha dieta uma porção de frutas, verduras, legumes, sementes, nozes, cereais, leguminosas, castanhas e temperos para os quais eu torcia o nariz antes (mas coentro, algas, pimentão e quiabo continuaram de fora – simplesmente não descem!). Comecei a cozinhar e a descobrir pratos, culinárias e ingredientes, e a ir à feira e ao mercado com outros olhos. No começo, a preocupação era com a proteína, até que este mito caiu e o mundo vegano descobriu que o problema é na verdade a vitamina B12 – ao que parece, o único nutriente impossível de se encontrar exclusivamente em fontes vegetais (só de origem animal ou sintética). Nessa época, acreditava-se que dava para conseguir B12 em levedura de cerveja e em algas, mas estudos demonstraram que se trata de um análogo da vitamina, que não a substitui. Bom, com tanta informação, atividade física e hábitos saudáveis vieram de brinde quase que automaticamente, como complementos da dieta vegana (não é à toa que o pôster no consultório do meu médico tem, além de diversos alimentos, uma mulher praticando yoga e um sol – luz também é importante, e não é porque eu acho que podemos viver dela ou qualquer outro motivo ‘new age’ – é para o corpo produzir vitamina D mesmo).

Falando no médico, cerca de dois anos antes de engravidar decidi procurar um nutrólogo (médico especializado em nutrição) para ver se estava tudo bem comigo, principalmente em relação à B12, e em busca de orientação sobre como balancear melhor a alimentação. Na época ainda não planejava ser mãe, nem tinha qualquer sintoma ou problema de saúde – simplesmente achei que seria bom fazer um check up. E que check up! A primeira consulta durou umas 2 horas: ele perguntou tudo sobre meu histórico de saúde e hábitos de vida, fez a bioimpedância (que mede água, massa magra e gordura corporal, entre outras coisas) e me pediu muitos exames de sangue. Voltei algum tempo depois com os resultados e aí começamos a tentar deixar as coisas em ordem: dá-lhe injeção de B12, gotinhas e cápsulas de vitaminas. Descobri que também estava com carência de vitamina D, depois de anos morando na cidade da garoa e cultivando uma branqueleza impecável, e precisava de um reforço em alguns nutrientes (zinco e cálcio, por causa da vitamina D). Ficamos nessa um bom tempo: exames, suplementação, mudança de hábitos, até conseguir chegar num equilíbrio. Minha B12, por exemplo, só melhorou com uma super dose diária via oral – as injeções não foram tão bem absorvidas pelo meu organismo.

Depois de quase 2 anos, saí satisfeita do consultório dele: finalmente tinha conseguido balancear quase tudo! Agora era só fazer a manutenção com alimentação balanceada e a suplementação normal de B12 e vitamina D, que estava no limite mínimo e poderia prejudicar a absorção e retenção do cálcio. Eu estava com os nutrientes em ordem, praticando atividades físicas (yoga e corrida) e levando uma vida saudável (dentro do que São Paulo permite, é claro!).

Essa época coincidiu com minha decisão de engravidar. Além do controle do nutrólogo, outro que sempre mantive em dia é o da ginecologista: minha mãe teve câncer de mama e faço parte do grupo de risco, então nunca deixei isso atrasar. Felizmente, tudo estava em ordem da parte da GO também! Já comecei a tomar um multivitamínico para grávidas (o Materna) enquanto terminava os últimos suplementos do nutrólogo (que já tinha passado ácido fólico nesta última leva) e trancava as camisinhas na gaveta (por causa do risco do câncer, tive que parar de usar anticoncepcional aos 26 anos, depois de 10 anos de pílula). Conseguimos o resultado positivo no primeiro mês de tentativas!

Sei que estar com tudo em ordem antes me ajudou a engravidar facilmente e a ter uma gestação vegana tranqüila. E por ‘tudo em ordem’ não me refiro só à parte clínica, mas também aos hábitos saudáveis de alimentação e prática de atividade física. Arrisco dizer que ser vegan, ativa e saudável me ajudou a não sofrer ou sofrer menos os vários efeitos colaterais da gravidez: escapei das estrias, de vomitar (mesmo ficando enjoada, não coloquei nada pra fora nenhuma vez), de ficar inchada, da prisão de ventre, de ganhar peso demais e de sofrer dores insuportáveis na coluna. Com exceção dos ataques de pânico de mãe de primeira viagem, tive uma gestação bem sosseada. Escutei o tempo todo que ‘o pior ainda está por vir’, mas o pior não chegou nunca: escrevo este texto às 38 semanas de gestação sem praticamente ter passado por nada disso. E minha bebê se desenvolveu bem: ela estava sempre um pouco acima da média de meninos, ou seja, comprida e gorducha, mas sem sair do que é considerado saudável (e eu me lembro de ter que explicar para outra grávida do meu trabalho que mesmo continuando ‘sem comer nada’ – oi? – não faltariam nutrientes para a minha filha). Confesso que só saí perdendo no quesito ‘gases’: afinal, uma dieta vegan tem muitas fibras, o que faz o intestino funcionar melhor, o que enriquece a flora intestinal, o que significa mais bactérias produzindo mais gases…

Tive a sorte também de ter o acompanhamento de uma excelente ginecologista e obstetra, um atencioso especialista em medicina fetal (que fez todos os US) e, é claro, mantive as consultas com o nutrólogo. Logo que engravidei, voltei nele – que, além da Materna, me passou mais ferro, mais B12 e mais vitamina D (estávamos em pleno inverno), já prevendo o que o bebê iria sugar de mim e que eu teria dificuldades de repor só com a alimentação, ainda mais com os enjôos do primeiro trimestre. No meio da gestação, novo controle: desta vez focando no ferro e no cálcio (e mantendo a B12 e a vitamina D), antecipando a perda de sangue do parto e o que vai embora na amamentação. Também optei por suplementar o óleo de linhaça com cápsulas manipuladas, porque durante a gravidez simplesmente tomei pavor do sabor da semente e do óleo para temperar a comida, e esta é uma importante fonte vegetal de ômega 3 e 6.

Uma vez o marido, vendo minha coleção de potes de vitaminas em cima da cômoda, brincou que era ‘mais fácil comer carne’. A verdade é que toda gestante, vegana ou não, precisa de suplementação. No meu caso, acho que ela foi ainda mais completa (com o cálcio e a vitamina D) por causa de uma deficiência anterior que ainda estava sendo tratada e porque eu fiz um acompanhamento minucioso e detalhado com um médico especialista em nutrição. Já cansei de ouvir gestantes onívoras reclamando do enfraquecimento dos dentes, por exemplo, sinal de perda de cálcio; elas provavelmente não sabem que estão com este problema porque não o investigam, como eu fiz. Um pré-natal bem feito, o que não se resume à questão nutricional, mas também à ginecológica e obstétrica e à fetal, é essencial. Afinal, desde que nasça com saúde, no que vier depois a gente se vira: como diz minha mãe, onde comem e vivem dois, comem e vivem três.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SALVANDO O COELHO DA RAPOSA

Nas discussões sobre direitos animais, a questão da predação é geralmente abordada tanto como uma racionalização da nossa matança dos animais ou como base para uma objeção redutio ad absurdum (“mostrando a que tolice isso pode conduzir”) à reivindicação de que nós somos moralmente obrigados a diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado. A racionalização toma a forma “já que eles predam uns aos outros, nós estamos moralmente justificados a predá-los”. Esta resposta, “Deixe colherem o que semeam!” como dirigida à questão dos direitos animais, foi abordada no capítulo 6[1]. A Reductio, que será o objeto deste capítulo, toma então a seguinte forma:

A Reductio da Predação

A1: Suponha que os humanos são moralmente obrigados a diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado.

A2: Animais inocentes sofrem quando são predados por outros animais.

A3: Consequentemente, os humanos seriam moralmente obrigados a impedir a predação.

A4: Entretanto, uma obrigação de evitar a predação seria absurda.

A5: Assim, ao contrário da hipótese, humanos não são moralmente obrigados a diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado.

Há três formas pelas quais este argumento pode ser contrariado com sucesso:

I. Contestando a avaliação em A4.

II. Contestando que A3 segue de A1 e A2.

III. Contestando que A5 segue de A1 até A4.

Nós desenvolveremos cada uma destas estratégias de resposta a seguir . Mas, antes de fazê-lo, eu gostaria de passar um momento discutindo e descartando algumas respostas para a Reductio da predação comuns, mas deficientes.

Uma dessas respostas se dá como a seguir:

Obrigações morais são direcionadas para os agentes racionais, que podem inibir ou estender suas atividades pelo reconhecimento destas obrigações. Todavia, os animais não são agentes racionais, ou pelo menos não suficientemente racionais para reconhecer e responder questões morais. Assim, a obrigação moral dos humanos em diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado não pode envolver uma obrigação moral dos animais não serem predatórios.

Esta resposta tenta seguir a segunda estratégia abordada acima. Isto é, desafia a inferência de A1 e A2 para A3 na reductio da predação.

O Problema dessa resposta é a compreensão incorreta de A3. A conclusão alcançada em A3 não é que os animais são moralmente obrigados a deixar de serem predadores. A3 afirma que nós (por exemplo, humanos), somos moralmente obrigados a evitar a predação. Consequentemente, a inferência de A1 e A2 para A3 nem mesmo levanta a questão de uma obrigação moral tida pelos animais predadores que eles deveriam, de alguma forma, reconhecer e observar. Então, essa primeira resposta à redcutio da predação é simplesmente irrelevante para aquele argumento.

Poderia ser objetado que não faz sentido concluir que nós temos uma obrigação moral de impedir que os animais sejam predadores a menos que eles estejam moralmente obrigados a não serem predadores. Seguiria então daí que mesmo que a inferência de A1 e A2 para A3 não envolve uma reivindicação explícita de que os animais sejam sujeitos a obrigação moral, presumindo que eles já o são.

Tal contra-argumento seria enganoso. Não há nenhum problema conceitual com a idéia de que nós, como agentes morais ad[2], somos obrigados a impedir outros, que (supostamente) não são agentes morais ad, de causar dano. Nós rotineiramente aplicamos essa idéia quando atribuímos responsabilidade aos pais de impedir suas crianças em fase pré-moral ad de causar dano. Uma criança pequena “não ter consciência de seus atos” não nos exime de estarmos moralmente obrigados a pará-la de atormentar o gato. Só que o gato não ter consciência de seus atos não pode nos eximir de sermos moralmente obrigados a fazê-lo parar de matar os pássaros. Consequentemente, esta tentativa de ameaçar a inferência de A1 e A2 para A3 falha.

Uma segunda resposta falha à reductio da predação é mais ou menos como se segue:

Uma vez que os animais não podem ser moralmente obrigados a não ser predadores, não há nada errado em serem predadores. Mas, nós não podemos ser moralmente obrigados a evitar a predação, se não houver nada de errado com ela.

Esta objeção novamente segue a segunda estratégia acima. Aqui, esta estratégia específica desafia a significância moral de A2 na reductio da predação. O sofrimento animal causado pela predação tem sua significância moral negada pela presunção de que o valor moral da ação deriva inteiramente do agente responder ou não responder a regras morais, isto é, deriva inteiramente de se ele ou ela agiu como um agente moral ad.

Como defendido extensamente nos capítulos 2 e 3, esta presunção é enganosa. Considere novamente o exemplo de uma criança pequena atormentando o gato. A criança pode ser muito jovem para reconhecer e responder às obrigações morais humanitárias. Entretanto, enquanto isso pode influenciar nossa avaliação do seu caráter e responsabilidade por suas ações, isto não nos leva a concluir que não há nada de moralmente errado com o ato dela atormentar o gato. Atormentar o gato permanece um erro moral, mesmo quando é feito por alguém que “sabe o melhor a se fazer” ou por alguém que “não sabe diferenciar o certo do errado”. Tomando outro exemplo, se nós determinarmos que alguém é criminalmente insano (como, por exemplo, o incapaz de distinguir o certo do errado), isso afeta nossa avaliação de sua responsabilidade por suas ações e se ele merece ou não punição por elas. Todavia, isso não nos leva a concluir que não havia nada de errado com aquelas ações. Que eles foram cometidos pelo criminalmente insano não tornam casos injustificados de homicídio e o intercurso sexual forçado moralmente neutros. Eles continuam sendo casos de assassinato e estupro.

Ser incapaz de distinguir o certo do errado pode deixar os agentes “inocentes” no sentido de “não culpáveis”, mas isso não torna suas ações “inocentes” no sentido de “serem nem moralmente certas ou moralmente erradas”. Aquelas ações podem ainda continuar sendo moralmente certas ou erradas; só que o agente é incapaz de reconhecer esse fato. Enquanto kantianos estão corretos quando enfatizam que ações feitas por diferentes razões podem ter diferentes valores morais, eles estão incorretos quando concluem que todo o valor moral de uma ação deriva da vontade do agente. Existem dimensões independentes do agente para nossas avaliações morais, como aquelas concernentes às conseqüências dos atos, bem como as dimensões dependentes do agente. Consequentemente, poderia haver um erro moral para nós corrigirmos na predação, mesmo que esse erro não possa ser a incapacidade dos animais em cumprir suas obrigações morais. Pode ser um erro moral ai derivado do lado utilitarista de nossa moralidade comum. Então, essa segunda resposta à reductio da predação também falha.

A última das respostas comuns, mas, erradas que nós consideraremos se dá como a seguir:

Ao serem predadores, os animais estão apenas seguindo sua natureza. Nós devemos (moralmente) respeitar as necessidades naturais e impulsos dos outros. Desta forma, nós devemos (moralmente) não interferir na predação.

Esta resposta novamente implementa a segunda das respostas estratégicas acima por desafiar a significância moral de A2 na reductio da predação. Essa resposta presume que respeitar a natureza tem uma maior prioridade dentre nossos valores morais que diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado. Se correta, essa presunção poderia justificar moralmente o sofrimento animal causado pela predação, por torná-la menos maléfica que o desrespeito pela natureza envolvido na tentativa de impedir a predação. Esta resposta pode também ser vista como um “análogo da ética ambiental” para o princípio do valorizador independente, discutido no capítulo 10, que “nós não temos o direito de forçar nossos valores aos outros”. Aqui, estes “outros” são os animais predadores.

A moralidade diária indica que essa presunção é enganosa. Uma das funções fundamentais e amplamente difundidas das regras morais e da educação é delimitar e inibir os caminhos pelos quais as necessidades inatas podem (moralmente) ser desenvolvidas e os impulsos naturais podem (moralmente) ser buscados. Especialmente quando alguns dos nossos “fazendo o que nos é natural” resulta em sofrimento ou morte de outros, a resposta moral padrão é que aqui há um aspecto ou expressão da natureza humana que não merece nosso respeito moral. Exemplos disso poderiam ser nossa ausência de respeito moral e nossos muitos esforços em inibir nossas tendências agressivas e de dominação. Desconheço razões pelas quais a natureza extra humana deveria estar intitulada ao respeito moral que não é devido à natureza humana. Poderíamos também perceber que nós simplesmente não aceitamos essa terceira resposta à reductio da predação quando nossos animais de estimação ou crianças são vitimas de predadores, como ocasionalmente acontece quando nos aventuramos em seu território ou quando, através da destruição de seus habitats, não lhes deixamos nenhuma outra opção de sobrevivência senão a de se enveredar em nossas comunidades buscando por presas. Quando isso acontece aos nossos amados, nós claramente damos maior prioridade à prevenção do sofrimento do que o respeito à natureza.

O mesmo pode ser dito, se nós pensarmos nesta terceira resposta como um análogo para o princípio do valorizador independente. O respeito moral devido à busca dos outros pelos seus próprios valores é condicional, pelo menos, à medida que essa busca não negue aos outros a oportunidade de perseguir seus próprios valores. Por exemplo, nós não temos obrigações morais de respeitar os desejos dos escravocratas em dominar e seus ideais de um mundo no qual eles comandam vastas levas de escravos. Similarmente, dado que os predadores obviamente negam à sua presa a oportunidade de perseguir seus valores, nós não estamos moralmente obrigados pelo princípio do valorizador independente a respeitar as atividades predatórias.

Assim a terceira resposta à reductio da predação atribui uma prioridade ao natural e ao respeito dos valores individuais que não é confirmada pela prática moral comum. Enquanto não invalida o argumento, mostra que tal argumento possui um ônus da prova pesado para cumprir antes de colocar um desafio sério à reductio da predação. Também sugere que essa terceira resposta é maliciosa, assim como são outras referências ao “é simplesmente natural!” no discurso moral. À medida que nossos interesses ou dos que amamos são sacrificados, não reconhecemos uma obrigação moral em “deixar a natureza tomar seu curso”. Mas, quando nós não queremos ser incomodados com uma obrigação, “É simplesmente assim que o mundo funciona” provê uma desculpa prática.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dieta vegetariana x Nutrição proteica

1. Disseram que eu tenho deficiência de proteína por ser vegetariano. É verdade, doutor?

Calma aí! Deficiência de proteína não é comum em vegetarianos. Aliás, é raríssimo! Eu nunca atendi um único vegetariano no consultório com este problema e os artigos científicos que avaliam a nutrição proteica de populações de vegetarianos também não o relatam. Infelizmente muitos profissionais apavoram as pessoas adeptas do vegetarianismo com este tema. Quando retiramos a carne do cardápio, até mesmo associada à retirada de ovos e laticínios, não estamos simplesmente negligenciando a importância da proteína da dieta. Estamos apenas optando por oferecê-la de outras formas.

As conseqüências da deficiência de proteínas são diversas, podendo acarretar déficit de crescimento de crianças, alterações imunológicas, retenção de líquidos, alterações em cabelos, pele, entre muitas outras. No entanto, se você tiver algum destes problemas, não se apavore, achando que tem um quadro de desnutrição proteica, pois há inúmeros outros problemas que podem desencadear estas alterações. Uma avaliação detalhada do seu estado nutricional e da sua dieta esclarecerá todas as dúvidas.

2. Por que existe terrorismo com relação à necessidade de proteína de origem animal no cardápio?

Se você é vegetariano, com certeza já passou - e ainda passa - pela situação de ser questionado repetidamente sobre as proteínas da sua dieta. As pesquisas científicas iniciais que deram origem aos conhecimentos sobre este assunto foram baseadas em estudos com animais de laboratório. Isto trouxe uma série de erros quando aplicaram este conhecimento a seres humanos. Felizmente as pesquisas mais recentes já mostraram claramente as diferenças que ocorrem entre os seres humanos e outros animais, mas, infelizmente, muitos profissionais ainda não estão atualizados sobre este assunto.

Falar de proteínas não é simples, pois os conceitos básicos são amplos e necessitam de explicações bastante detalhadas para serem completamente entendidas. Vamos abordar algumas questões relevantes neste contexto:

• as proteínas são compostas por aminoácidos: podemos comparar a proteína a um muro e os aminoácidos, a seus tijolos;

• alguns aminoácidos podem ser produzidos pelo nosso próprio organismo, sendo chamados de “dispensáveis” ou não-essenciais; outros, precisam ser ingeridos, pois não temos a capacidade de produzi-los: são os aminoácidos que chamamos de “indispensáveis” ou essenciais;

• não há uma necessidade imprescindível de ingestão de proteínas de origem animal em qualquer fase da vida humana: não existe nem um único aminoácido essencial que esteja ausente nas proteínas de origem vegetal;

• muitos profissionais de saúde ainda utilizam o termo “valor biológico” como referência da qualidade das proteínas; o “valor biológico” reflete a incorporação da proteína absorvida pelo organismo; desde 1991, a Organização Mundial de Saúde e a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) passaram a recomendar a não-utilização deste termo como forma de análise da qualidade nutricional das proteínas, já que o método é muito falho para seres humanos; tal medida foi substituída pelo PDCAA (Protein digestibility-corrected amino acid score), um método que reflete com mais exatidão as necessidades de proteínas dos seres humanos; com este novo método, ficou claro o erro cometido no passado, quando se afirmava que a carne é necessária ao organismo humano como fonte de proteínas; o mesmo é válido para ovos e laticínios;

• os estudos de revisão da literatura científica demonstram que não há diferença alguma na incorporação das proteínas provenientes de alimentos de origem vegetal ou animal no organismo humano; portanto, quando alguém insistir que você deve comer alimentos de origem animal devido ao seu “alto valor biológico”, posicione-se, tendo a certeza de que este é um equívoco freqüente que precisa ser esclarecido;

• o consumo de proteínas vegetais corresponde a aproximadamente 65% do total de proteínas ingeridas pelas pessoas no mundo todo; nos Estados Unidos, este consumo corresponde a apenas 32%, demonstrando que essa população está reduzindo a ingestão de alimentos de origem vegetal e aumentando a de origem animal; as conseqüências deste padrão alimentar para a saúde são nítidas.

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Fonte: Guia Vegano

sábado, 1 de maio de 2010

A moda ração humana

Ultimamente a mídia e os comércios de alimento saudável e natural não falam de outra coisa que não a sobre a famosa Ração Humana, que é uma mistura de diferentes alimentos (Receita-Globo repórter).

Com o ritmo de vida acelerado as pessoas buscam cada dia mais soluções praticas e rápidas para ter qualidade de vida e boa forma física, e aproveitando este gancho a mídia e a indústria aproveitam para lançar “soluções mágicas”, que geralmente são ofertadas na forma de capsula, pó, shake, alimentos desconhecidos, etc.


Em uma primeira analise pode-se dizer que a Ração humana é saudável, o que à torna uma boa opção para incluir na nossa rotina diária. Entretanto não considero necessário o seu uso e a sua indicação.

Você deve estar com a seguinte duvida, “Mas ela não é feita com alimentos naturais e saudáveis?”

Sem duvida que os alimentos presentes na mistura são nutritivos: a aveia é um ótimo cereal, tem aproximadamente 17% de proteína, rico em fibras e beta-glucanas que fortalece o sistema imunológico, a linhaça é uma ótima fonte de ácidos graxos ômega 3, fibras e lignana, o levedo de cerveja ótima fonte de vitaminas do complexo B (exceto B12) e por ai vai. A única exceção é a gelatina, que é um alimento de origem animal com pouco valor nutricional agregado.

como a Ração Humana são utilizados pelas pessoas por um curto período de tempo, como um modismo, e dificilmente conseguem introduzir na rotina diária de forma duradoura.

Desta forma eu pergunto: Por quantos dias que essa pessoa vai conseguir consumir a ração? Qualquer um pode utilizar? Ela isoladamente é suficiente? Será que alguém consegue consumir ela por um longo período de tempo?

Com base nisso eu volto sempre ao mesmo ponto, que para se ter qualidade de vida e boa forma física, uma alimentação equilibrada deve nortear a nossa vida, deve fazer parte de um estilo de vida saudável (alimentação saudável, atividade física e equilíbrio mental).

Fonte: eduardoburiola.blogspot.com

domingo, 2 de agosto de 2009

Coelhos sem documentos

As pessoas dizem que não se deve interferir no curso natural das coisas. Mas quando os interesses humanos estão em jogo, e são suficientemente importantes, eles/elas não hesitam e agem. Tanto os ecologistas quanto os "amigos (as)" dos animais, como os outros.

Os coalas "proliferam" na Austrália do Sul, e entram em competição com os produtores de "gomme de manne". O governo visou então, em 1996, massacrar 2.000 dos 5.000 coalas que viviam na região. Os coalas têm a sorte de causarem uma meiga impressão no imaginário dos humanos. Numerosas associações protestaram. De um lado, os coalas "excedentes" foram encaminhados a outras regiões onde foram plantados eucaliptos para alimentá-los, "enquanto foi elaborado um programa de esterilização de coalas que ficaram no local, para controlar o número de nascimentos" (fonte: Orizzonti). São finalmente os ecologistas, eles mesmos que mostrarão como, se valer a pena, poderemos intervir nos famosos desejáveis equilíbrios naturais, em se preocupando com os interesses dos indivíduos animais.

Mas, como estamos na Austrália, e falamos da intervenção no "equilíbrio natural", falemos dos coelhos. Sabemos (30 milions d'Amis, n° 101, julho de 1995) que o Centro de Pesquisa para o Controle de Vertebrados Nocivos (que de fato é uma empresa particular australiana) , lançou um programa de pesquisa sobre a "imuno-contracepção", pela qual um vírus contagioso, mas tornado inofensivo, se faz o vetor de um meio contraceptivo. Não é pela preocupação desinteressada no bem dos coelhos (ou das raposas...) que tais pesquisas são efetuadas, mas porque os "métodos convencionais de controle" são ineficazes; sejam eles, o fuzil, o veneno, a armadilha, as epidemias (a mixomatose, por exemplo, perdeu sua virulência com o passar dos anos, e a população de coelhos recuperou seu valor inicial)... "Tal método de controle de populações será aplicado a certas espécies ditas selvagens, a fim de amenizar os problemas locais ou, no caso onde as dificuldades intervirão no quadro da vacinação contra a raiva, por exemplo", diz Marc Artois do Centro nacional de estudos veterinários e alimentares(!) de Nancy. Claro, tais métodos são também potencialmente perigosos, e é necessário ficar particularmente atento se utilizados. Mas eles apresentam perspectivas interessantes.

Infelizmente, para "controlar" a população australiana de coelhos, há um outro método particularmente horrível, que finalmente foi escolhido: um outro programa de pesquisa foi destinado a testar o calicivirus VHD como arma biológica, para substituir o esfumaçamento de áreas e o tiro à carabina (os coelhos utilizam em seu próprio proveito as colheitas dos humanos, se destacam com relação à fauna indígena...). De fato, o laboratório deixou escapar o vírus (voluntariamente ou não). Sobre uma boa quarta parte do continente, 95% da população foi exterminada. Já, nos anos 50, um humano tinha espalhado a mixomatose (cujo vírus provoca uma morte lenta e particularmente dolorosa), com resultados mortais similares. Aqui a doença leva dois dias para matar cada individuo e ela é incrivelmente contagiosa. No ano passado, a população australiana total foi de 300 milhões de indivíduos. Deixo você calcular o alcance e o horror do massacre...

Lembrando que os coelhos são mal vistos na Austrália, também porque eles não são "naturais", "indígenas", "autóctones"; a espécie foi introduzida pelos humanos em 1859, e o número de indivíduos cresceu muito rápido, fazendo concorrência com os animais "nativos", que são considerados "naturalmente legítimos". Os coelhos não fazem uma boa impressão no imaginário naturalista, nacionalista e especista dos australianos (as).

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Fonte: Pensata Animal

Vidas descartáveis: nossos "animais de estimação"

De onde vêm nossos animais de estimação? Muitos, comprados em lojas, são provenientes de "fábricas de filhotes", empresas de pequeno porte que criam animais (geralmente cães) para serem vendidos em pet shops. São atividades de "fundo de quintal" que expõem os animais a situações de superpopulação, falta de higiene e ausência de cuidados veterinários e socialização. É comum que cães de "fábricas de filhotes" desenvolvam problemas físicos e psicológicos quando crescem. Muitos deles, ou seus filhotes, são abandonados. Se tiverem sorte, serão recolhidos e levados para um abrigo ou canil e talvez encontrem um lar. Estima-se que 25 milhões de animais vão parar nas ruas a cada ano, sendo que até 27 % destes são cães de raça. Desses 25 milhões de animais 9 milhões, em média, morrem nas ruas de doenças, fome, ferimentos, ou outros perigos presentes na vida de rua. Muitos são cães perdidos, ou simplesmente abandonados por seus donos. Os restantes 16 milhões são mortos por falta de espaço em abrigos ou canis. Quase 50 % dos animais que ingressam nos canis são trazidos por seus próprios donos. Muitas pessoas alegam que não visitam canis porque é deprimente. Mas se há tantos animais em lugares horríveis assim é porque as pessoas não castram seus animais. Muitas pessoas - principalmente os homens - acham que castrar seu animal afetará também sua virilidade ou sexualidade. Outros, simplesmente desejam que seus filhos vivenciem o "milagre da vida" (presenciar o nascimento de novos animais). São proprietários assim que perpetuam o processo de "eutanásia" de mais de 60.000 animais todos os dias. Algumas das difíceis questões que devemos nos perguntar sobre nossos animais de estimação são: "podemos ter animais de estimação e atender às suas necessidades?"; "nós os mantemos pelos seus interesses ou os estamos explorando?" A maioria dos humanos é especista. Consentem e permitem que seus impostos financiem práticas que implicam o sacrifício dos mais importantes interesses de membros de outras espécies para promover os interesses mais triviais de nossa própria espécie. A esperança está numa cultura que nos ensine a sentir além de nós mesmos. Devemos aprender a empatia, a olhar nos olhos dos animais e sentir que a sua vida tem valor (resumido e adaptado do documentário "Terráqueos"; parte I *).

No que tange ao aspecto legal, é possível afirmar que o Brasil possui uma legislação (ambiental e de proteção animal) razoavelmente avançada1. Isso pode ser constatado no capítulo VI, artigo 225, da Constituição Federal, ou na Lei 9.605 - a "Lei de Crimes Ambientais" - de fevereiro de 1998, as quais englobam tanto questões ambientais quanto de proteção animal. Mas mesmo antes destas, já existiam outras como o Decreto Lei 24.645/34, além de documentos sem força de lei, mas importantes, como a "Declaração Universal dos Direitos dos Animais", de janeiro de 1978, da qual o Brasil é signatário. De fato, leis são imprescindíveis. Mas enquanto as leis se referem a um universo coercitivo - isto é, têm um caráter punitivo - a educação se move predominantemente dentro da "liberdade como consciência da necessidade". Pela mudança cultural aprendemos que é preciso rever uma determinada atitude porque tal mudança é justa e necessária e não porque seremos punidos ou "iremos para o inferno", como nos fariam acreditar muitas religiões. Essa é a verdadeira libertação. De fato, seria lamentável deixar que a coerção guiasse nossas atitudes porque isso não seria o reflexo de escolhas e sim de imposições. E educação não é adestramento. Uma educação crítica e libertadora deve favorecer a formação de cidadãos conscientes da parcela de responsabilidade que têm pela saúde e integridade não apenas de seus corpos, mas de outros corpos e demais componentes da biosfera. Devemos nos tornar "autônomos e solidários" e não individualistas e marcados por uma cultura massificada, ou seja, "autômatos e solitários".

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Fonte: Pensata Animal

sábado, 25 de julho de 2009

Dentro da Mente de um Assassino

O texto abaixo foi traduzido do blog de um homem que ficou conhecido como "The Cyberactivist", que trabalhou em um frugorífico nos EUA e é hoje vegetariano e defensor dos animais. Seu blog ganhou fama internacional e foi recomendado por grandes instituições como a PETA e a WSPCA. Link original em inglês: http://www.cyberactivist.blogspot.com/


Dentro da Mente de um Assassino

Uma questão que nem sequer é considerada por maior parte das pessoas, nem mesmo por aquelas que lutam pelos direitos dos animais, é os efeitos na mente das pessoas que matam as galinhas. Veja bem, a máquina do abatedouro não consegue cortar as gargantas de todos os pássaros que passam, especialmente daqueles que não foram devidamente atordoados. Logo, existe aquele que é conhecido como “matador”, cujo trabalho é degolar tais pássaros para que não sejam escaldados vivos no tanque (é claro que ele não consegue pegar todos eles, mas chegaremos a isso depois).

(Enquanto você lê isso, tenha em mente que o local onde trabalhei era o menor que a Tyson tinha. Eles têm alguns tão grandes que lidam com milhares de centenas de pássaros por turno. É óbvio que eles têm mais de um matador, mas continua sendo apenas um por linha. O que acontece é que têm mais de uma linha.)

Visualize isso: Seu supervisor lhe diz que é sua noite na sala de matança. Você pensa: “Droga, vai ser uma noite dura.” Não importa como está o tempo lá fora, essa sala é quente, entre 30 e 40 ºC. Os tanques de escaldar mantêm a umidade próxima de 100%. Você pode ver o vapor em forma de nuvens. Você veste um avental de plástico para “proteger” suas roupas do sangue e da água quente que limpa o chão e a lâmina da máquina. Você veste as luvas de aço e pega a faca. É bastante afiada. Tem que ser.

Você pode ouvir os berros das galinhas sendo penduradas de cabeça pra baixo na sala ao lado, você pode ouvir os grilhões se fechando. Você pode ouvir os motores que leva as galinhas como numa esteira. É tudo tão barulhento que, se gritar, você não ouve a si mesmo (já fiz isso pra testar). Você precisa se comunicar com as mãos caso alguém entre na sua sala. Apesar de ninguém entrar, ninguém quer. Eles só entram se for extremamente necessário. E com certeza não querem te asustar. Não quando você tem uma faca afiada na mão. Se você se virar de repente...

Aí vêm os pássaros para o matador, pendurados na máquina de matar. É hora de ficar ocupado. Você pode esperar por pegar um a cada 4 ou 5, quantos forem que não estiverem atordoados. Lembre-se, vêm uns 180-185 por minuto. Tem sangue para todos os lados. Na maquina, no seu rosto, no seu pescoço, nos seus braços e por todo seu avental. Você está coberto por sangue. Algumas vezes você tem que lavar o que já começou a coagular, sem tirar os olhos da fila de galinhas. Se você deixa passar uma... E isso certamente vai acontecer.

Você não consegue degolar todas, mas você tenta. Toda vez que você deixa uma passar você ouve o grito horrível que ela faz quando tenta se debater dentro da água escaldante. O pior é que você sabe que a cada uma que você vê assim, existiram 10 que você não viu. Você simplesmente sabe que acontece. Você torce para que a máquina não quebre ou emperre. Você só quer que a noite acabe e que você possa ir para casa. Mas vai levar no mínimo duas horas e meia para o intervalo. Mais de duas horas matando sem parar. No mínimo duas dúzias de galinha por minuto, na melhor das hipóteses; na pior, muito mais que isso.

Esse monte de matança e de sangue realmente te afeta depois de um tempo, especialmente se você não tem capacidade para “desligar” suas emoções completamente e se tornar um zumbi robotizado. Você se sente parte de uma grande máquina da morte. E é tratado como uma. Algumas vezes pensamentos estranhos passam pela sua mente. É só você e as galinhas morrendo. Sentimentos surreais crescem no horror da bárbara natureza do seu comportamento.

Você está matando pássaros indefesos aos milhares. (75000 ou 90000 por noite). Você é um assassino.

Você não pode falar com ninguém a respeito disso. As pessoas do trabalho vão achar que você é molenga. Sua família e seus amigos não querem saber sobre isso. Eles sentem-se perturbados e incertos quanto ao que falar ou como agir. Eles podem até te olhar estranho. Alguns não querem mais nada com você depois de saber o que você faz para viver. Você é um assassino.

No desespero, você manda sua mente para bem longe para que você não acabe como aqueles caras que perdem as deles. Igual aquele cara ajoelhado implorando a Deus por perdão. Ou aquele que foi arrastado pro hospital psiquiátrico por sonhar que galinhas estavam perseguindo-o. Eu tive isso também. [arrepio] É assustador. Você procura outra coisa com a qual se distrair, uma tentativa de sair dessa situação. Você precisa manter a mente longe de se afogar naqueles galões de sangue que você vê. Maior parte das pessoas que trabalham nessa sala ou pendurando galinhas usam algum tipo de estimulante para manter o passo e algum tipo de calmante para escapar da realidade.

Você se torna mais propenso para a violência. Quando você fica nervoso é muito mais provável que você parta para o ataque físico do que a pessoa com a qual você está brigando. Você está muito mais apto a usar uma arma do que antes. Especialmente uma faca. Uma bem afiada. Você é um assassino.

Você começa a sentir desgosto por si mesmo, pelo que você fez e continua fazendo. Você fica envergonhado de dizer aos outros o que você faz à noite enquanto eles estão dormindo em suas camas. Você é um assassino.

As pessoas tendem a te evitar, mesmo as do frigorífico, talvez por instinto ou porque eles sabem o que você faz e não conseguem entender como você pode fazer isso toda noite. Tem que ter alguma coisa errada com você. Você tem o cheiro da morte em você. Você é um assassino. Um assassino em massa.

Você eventualmente desliga as emoções. Você simplesmente não consegue se importar com nada. Porque se você se importar, o portão para os maus sentimentos fica aberto, você não consegue senti-los e continuar trabalhando. Existem contas a pagar. Você precisa comer. Mas não galinha. Você precisa estar realmente esfomeado para comer galinha. Você sabe o que está embutido em cada mordida. Todo o horror e negatividade. Toda a brutalidade...

...concentrada em cada mordida.

Muitas pessoas que fazem isso se tornam violentas. Elas cometem crimes. Os que já eram criminosos escalam em gravidade no que fazem. Você não pode ter uma consciência forte e matar criaturas viventes todas noites.

Você se sente isolado da sociedade, você não é parte dela. Sozinho. Você sabe que é diferente da maioria das pessoas. Elas não têm visões de mortes horríveis na cabeça. Eles não viram o que você viu. E eles não querem ver. Eles não querem nem ouvir a respeito disso.

Se ouvissem, como poderiam comer o próximo pedaço de galinha?

Bem-vindo ao pesadelo do qual escapei. Eu estou melhor agora. Eu me dou bem com os outros, pelo menos, na maior parte do tempo...

Sábado, 31 de Agosto de 2003 - 7h49 da manhã


Imagens- Fonte: PEA

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tiradentes - como nascem as revoluções

INTRODUÇÃO

Este artigo se propõe a analisar, sob o ponto de vista histórico, o tema da liberdade, que, a exemplo da vida, constitui valor supremo de qualquer ser. O cenário remonta a Minas Gerais do século XVIII, quando um grupo de idealistas aderiu aos planos libertários do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, formando uma conjuração pela independência da colônia, então sob o domínio da Coroa lusitana. Importa dizer que Tiradentes, homem de poucas letras, porém, de grande conhecimento prático, falava a linguagem do povo. Depois de um providencial encontro que teve no Rio de Janeiro com o jovem jurista José Álvares Maciel, que retornava da Europa com as notícias da independência das colônias norte-americanas e do Iluminismo que impulsionava a Revolução Francesa, Tiradentes se empolgou em seu sonho de libertação, antecipando o movimento republicano que aconteceria, no Brasil, apenas um século depois.

Ocorre que a conspiração, pela legislação da época (Código Filipino, livro V), submetia o réu ao crime de lesa-majestade, cujas penas eram o degredo perpétuo ou a morte. Tiradentes e os conjurados mineiros, denominados pela história como "inconfidentes", resolveram correr o risco e levar adiante seu ideal. A delação, entretanto, impediu que a ação revolucionária tivesse início, restando apenas seus atos preparatórios. Mesmo assim, por determinação da Coroa, o Tribunal processou e condenou a maioria dos conjurados, no julgamento político mais célebre de nossa história. Tiradentes, ao contrário dos outros inconfidentes prisioneiros, permaneceu convicto em seus princípios, até o fim, apesar da tortura psicológica que se lhe impuseram. Foi ele o único a receber a pena capital. Seu exemplo mostra que as revoluções surgem em meio a determinadas circunstâncias históricas, quando o inconformismo individual se torna coletivo, quando o povo toma consciência da necessidade e, mais que isso, da possibilidade de mudanças, quando, enfim, o ideal passa a conduzir as pessoas em busca daquilo que acreditam.

A história brasileira mostra exemplos bem claros, como a abolição da escravatura no século XIX, a emancipação feminina no século XX, assim como a conquista de direitos trabalhistas aos operários e o reconhecimento dos direitos das minorias, pela Constituição-cidadã de 1988, que também consagra a proteção ao ambiente e veda a crueldade para com os animais, inclusive. Um dos maiores desafios éticos do século XXI, aliás, é o de justamente efetivar os direitos animais, criaturas sensíveis que ainda permanecem submetidos à prepotência humana, na condição de bens ou de propriedade. Espera-se que esta última barreira da libertação seja vencida um dia, não pela luta armada, mas por meio de uma profunda revolução interior.

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Fonte: Pensata Animal

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Da farra-de-homens mal-acostumados, contra bois indefesos

Do boi e do homem voltamos sempre a falar, no Estado de Santa Catarina, a cada ano, com a aproximação das festas da ressurreição. Sempre a pretexto de se preservar a cultura e a tradição açorianas, trazidas para a Ilha de Santa Catarina, aficcionados cidadãos, rasgando a Constituição e ridicularizando a ética e a justiça, reúnem-se, levando crianças, tão vulneráveis à violência e à morte como o boi, para correr atrás de um boi em estado de pânico. Parece muito inocente, essa "farra" que mata jovens e meninos, todos os anos, erroneamente denominada "farra do boi", pois, a bem da verdade, ela é simplesmente a farra de alguns poucos homens, com gosto de sangue a lhes anuviar o sabor da própria vida.

O boi corre, exausto, faz investidas contra os que o maltratam, estaca, senta-se, bufa, as narinas dilatadas, o pulmão em sufoco, o coração em disparada, um toco ensanguëntado no lugar da cauda. A desproporção entre a massa muscular ou volume de seu corpo e suas pernas, capacidade pulmonar e resistência cardíaca para esforços em velocidade é o que se apresenta de modo objetivo ao olhar dos Homo sapiens, incapazes de reconhecerem os indicadores da constituição vulnerável do bovino.

Por natureza, esse animal não é de corrida, muito menos de luta. Ele não tem garras nem presas. Não ataca a não ser em legítima defesa, não morde, nem fere, se deixado em paz. O volume de seu corpo, porém, excita os machos que fazem a farra. Confrontar-se com tal volume parece propiciar-lhes o que lhes falta: virilidade. E esta não se mostra boa-coisa. É bruta. Machuca e mata.

Investir contra os que o atacam, nem sempre resulta eficaz para o boi. Para poder investir com sucesso, faltam-lhe os músculos típicos do arranque veloz e da corrida-de-fundo. Falta-lhe, ainda, treinador, massagista, fisioterapeuta, benesses dos reais lutadores humanos, que sobem às arenas do boxe, e das demais lutas nas quais homens confrontam-se fisicamente e fazem a farra da carne maltratada.

Mas, não se trata apenas da constituição anatômica e fisiológica do animal, mas também de sua constituição psíquica. O boi investe contra esse outro animal que o provoca, não porque ache isso uma delícia de brincadeira. Ele o faz, tentando demover o agressor de aproximar-se demasiadamente do seu corpo. Afinal, um corpo enorme, pesando mais de meia tonelada, sustentado e transportado por quatro pernas pequenas e finas, com músculos impróprios para a luta, é tudo o que o animal tem, para mostrar ao homem que se excita em sua presença, que essa tradição não apenas é de pouco bom-gosto, mas cruel em seu propósito, pois parte do suposto de que os animais são objetos da diversão de homens entediados. Bois são lentos ao caminhar. Grande é a queima de oxigênio para mover seu corpo, por isso ele se move com lentidão. Falta-lhe oxigênio.

O mesmo nos acontece. Sofremos quando temos de nos deslocar em velocidade superior à da reposição de oxigênio. Por essa razão, comemoramos tanto o velocista olímpico, o maratonista. Pois o atleta força sua natureza a superar-se. A diferença é que ele escolhe o desafio e o custo de romper seus próprios limites biológicos. O boi não tem escolha. É simplesmente forçado a compor uma cena que jamais poderá lhe propiciar qualquer benefício. Enquanto os atletas treinam anos a fio sua fisiologia, para superar a condição natural e competir com seus iguais, na arte treinada, a maioria dos seres humanos não se dedica a nada disso, pois não vê benefício algum em gastar tanta energia, para compor a cena final da competição, e servir de espetáculo para os sedentários.

Somos como os bois. Sem treino para o jogo. Qualquer esforço sobre músculos do nosso corpo, não utilizados nas atividades sedentárias diárias, resulta em falta de ar, pulsação acelerada, perda de líquido, dores horríveis durante o esforço desmesurado e no dia seguinte. Em nosso psiquismo a reação que se esboça é a de uma profunda angústia, medo de parada cardíaca, medo de sufocar, medo da dor. Sentamos na calçada, ofegantes. Mas, ninguém nos dá cutucadas nem chutes para que prossigamos.

Tudo o que mais abominariam, caso alguém se atrevesse a fazer contra seus corpos, na farra do boi, esses homens fazem contra o animal. Toda a crueldade é praticada em nome da tradição, como se a defesa de um costume fosse um valor absoluto, mesmo quando o costume aparece aos olhos de todos os demais como brutal, violento, inútil, injusto, expressão de um atraso moral inqualificável, pois não faltam argumentos contrários aos mesmos, na mídia impressa, escrita e televisionada.

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Fonte: Pensata Animal

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Voce sabe o que é sensibilidade ao glúten?

Quando retiramos o amido dos cereais, resta-nos o GLUTEN, que é utilizado largamente em processos industriais, por seu poder espessante e aglutinante... Não podemos dizer que o glúten é uma proteína, mas contem 50% de proteína que varia o tipo entre o trigo, o centeio, a cevada e a aveia.

Muitas pessoas têm a Doença por Sensibilidade ao Glúten e não sabem. A mais comum é a Doença Celíaca, que tem como sintomas em crianças, diarréia, estufamento, perda de peso, anemia, fadiga crônica, fraqueza, dor óssea, alterações e cãimbras musculares.
Em adolescentes a Doença Celíaca pode se iniciar apos crise de infecção intestinal e, mesmo bem nutridos, encontramos anemia no exame de sangue. Afeta o deficit de crescimento. Pode atrasar a menstruação em meninas e afetar a produção de espermatozóides em meninos.

Em adultos os sintomas são muitos, como anemias, disturbios menstruais, infertilidade ou abortamento, diminuição e alterações na espermogênese, problemas ósseos, neurológicos e até psiquiátricos.

Quando se tem Doença por Sensibilidade ao Glúten DO TIPO DERMATITIS HERPETIFORMIS podem surgir coceiras e pequenas bolhas em qualquer região do corpo, mas principalmente na FACE EXTERNA DOS COTOVELOS, JOELHOS E NÁDEGAS.

O Diagnóstico deve ser dado por um médico após exames sanguineos e biopsia. A PRINCIPAL CONDUTA após o diagnóstico é a REESTRUTURAÇÃO ALIMENTAR e a programação de um PLANO ALIMENTAR livre de glúten. Parece algo difícil e é! Atualmente há a obrigatoriedade dos fabricantes de alimentos indicarem em suas embalagens sua composiçao e a presença de glúten no produto. A familia do paciente e o próprio, devem procurar entender e aprender uma nova e diferente forma de cozinhar e se alimentar. Existem diversas opções de alimentos substitutos que podem deixar a alimentação saborosa e atraente. Porém devemos ressaltar que a pessoa que tem intolerância ao glúten não pode comer nada de glúten, nem "aos finais de semanas" e viagens.

De forma clara: São proibidos: TRIGO, CENTEIO, AVEIA, CEVADA E MALTE São permitidos: AMIDO DE MILHO, ARARUTA, FARINHA DE ARROZ, MILHO E MANDIOCA, FECULA DE BATATA, FUBA, POLVILHO, TRIGO SARRACENO.

Caroline Bergerot Klinkert Maluhy. Nutricionista Clínica. Autora de diversos livros sobre Nutrição e Alimentação Vegetariana. Rua Joaquim Floriano, 101 cj 901 São Paulo - SP Consultas: 011 7696-6328

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Veganismo e etnocentrismo

Não é incomum nos depararmos com esta acusação, quando defendemos o veganismo: afirmam que comer carne é uma questão cultural, e que tentar mudá-la não é apenas autoritário, mas também etnocêntrico (ou seja, a imposição da própria cultura sobre as demais). Hoje gostaria de desmistificar essa idéia.

O buraco negro do relativismo

Essa questão incorre, inevitavelmente, na armadilha do relativismo cultural, o qual afirma que todas as culturas são relativas e se equivalem.

Respeitar as diferenças culturais não significa sacralizá-las nem considerá-las imutáveis - o que é uma interpretação conservadora que não combina com o discurso, em geral progressista, dos que apelam para o relativismo cultural como princípio, e não como ferramenta de análise. O que os relativistas não entendem é que equivalência não exclui a incompletude. Todas as culturas são incompletas. Apontar tais incompletudes não é manifestação hegemonista ou preconceituosa.

O relativismo cultural se apresenta em círculos cada vez mais próximos do indivíduo. Consideram que não podemos criticar culturas de outra matriz civilizacional (ex: ocidentais não podem criticar orientais ou indígenas). Depois, consideram que não podemos criticar outros países, mesmo que da mesma matriz civilizacional (brasileiros não podem criticar, digamos, as touradas espanholas). Daí a coisa se estende para regiões do mesmo país, pessoas de outras classes sociais, outro sexo, outra geração até que, finalmente, talvez não tenhamos o direito de criticar ninguém além de nós mesmos, numa ditadura do acriticismo relativista politicamente correto.

O que tais pessoas não entendem é que é impossível viver sem fazer julgamentos, emitir opiniões. Fazemos isso o tempo todo, e não há nada de necessariamente errado nisso. Toda opinião já é, em si, um julgamento. Também não entendem que a cultura não é imutável, e que suas transformações muitas vezes se dão pela luta ativa por mudanças, não apenas por uma suposta evolução interior sem atropelos. Embora a cultura - como os indivíduos - só mude através da aceitação geral de novos paradigmas, diálogo e o convencimento são ferramentas necessárias no processo e que, aliás, são usadas por todos, o tempo todo.

Alegar que a carne deve ser respeitada por ser cultural equivale a dizer que devemos respeitar atrocidades do passado e do presente. Pena de morte, tortura, mutilação genital (masculina e feminina) são características presentes ainda em muitas culturas. Isso sem mencionar questões como a opressão feminina, o racismo, a homofobia, a intolerância religiosa, que com variações, são provavelmente universais. Seria errado condená-las como bárbaras por acontecerem fora do meu círculo social?

Por fim, o relativismo é uma atitude que se auto-anula: se eu me declaro incapaz de julgar qualquer opinião, como posso condenar atitudes que considero absolutistas? Se todas as práticas e opiniões são relativas, como eu posso condenar pessoas que lutam contra determinadas atitudes que elas consideram injustas (criação de animais, tortura de seres humanos, apedrejamento de adúlteras)? Se a objeção é acerca dos que se manifestam contra atitudes e opiniões expressas em outro tempo e outras culturas, deveríamos nos questionar se as culturas são estanques, incapazes de dialogar entre si - o que é, obviamente, uma mentira. Nenhuma cultura vive isolada. Deveríamos igualmente nos questionar sobre a adoção seletiva de idéias e costumes estrangeiros: se tantos deles, ocidentais ou orientais, são adequadas para outras culturas que não aquelas de onde se originaram, porque não o respeito aos direitos individuais - e, dentre eles, os direitos dos animais não-humanos?

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Fonte: Pensata Animal

terça-feira, 30 de junho de 2009

Vitela: um crime hediondo, ou, porque "milk is murder"

"O homem moderno toma o Ser em sua inteireza como matéria-prima
para a produção e submete a inteireza do mundo-objeto
à varredura e à ordem da produção".
Martin Heidegger

Segundo Paul Kingsnorth (2001), a produção industrial de leite é uma das indústrias mais tristes. Quanto mais leite e laticínios são consumidos mais as vacas são tratadas como máquinas de produzir leite para seres humanos. De acordo com o grupo PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), cerca de metade das vacas americanas vive em fazendas de produção intensiva. Passam suas vidas em alojamentos de concreto, ligadas a máquinas de ordenhar que, não raro, lhes dão choques elétricos. Mastite e infecções bacterianas, comuns em regimes intensivos, freqüentemente deixam resíduos de pus no leite que produzem. Devido à alta demanda por leite, as vacas de hoje produzem o dobro do que produziam há 30 anos e até 100 vezes mais do que produziriam no estado natural. As vacas da década de 1990 viviam apenas cerca de 5 anos, em contraste com os 20 a 25 anos de vida de 50 anos atrás. São entupidas com drogas e químicos para prevenir doenças e aumentar sua produtividade, incluindo o famoso hormônio de crescimento bovino. Os bezerros que são obrigadas a parir regularmente - para estimular a produção de leite - são separados delas em 24 horas. Não tomarão seu leite e serão vendidos como carne. Em 60 dias as vacas serão engravidadas de novo, diz Kingsnorth.

Peter Singer (2002) afirma que a indústria de produção de vitela é a atividade rural intensiva mais repugnante do ponto de vista moral. O termo vitela era reservado aos bezerrinhos abatidos antes do desmame. A carne desses animais muito jovens (macia e pálida porque não comem capim) provinha dos animais indesejados, do sexo masculino, descartados pela indústria leiteira.Um ou dois dias depois do nascimento eles eram levados para o mercado onde, famintos e assustados pelo ambiente estranho e pela ausência das mães, eram vendidos ao matadouro. Na década de 1950 produtores holandeses encontraram uma forma de fazê-los atingir cerca de 200kg (em vez de cerca de 50kg que pesam os recém-nascidos) sem que sua carne se tornasse vermelha ou menos macia. Para isso os animais passaram a viver em condições extremamente antinaturais, confinados em baias de cerca de 56cm x 137cm. Quando pequenos, são acorrentados pelo pescoço para evitar que se virem. O compartimento não tem palha ou qualquer outro tipo de forro onde deitar-se (pois os animais poderiam comê-lo, comprometendo a cor da carne). Sua dieta é líquida, baseada em leite em pó desnatado, vitaminas, sais minerais e medicações que promovem o crescimento. Assim vivem durante cerca de quatro meses, até o abate. Nessa vida miserável, mal podem deitar-se ou levantar-se. Tampouco podem virar-se. Os bezerrinhos sentem uma falta imensa de suas mães. Também sentem falta de alguma coisa para sugar, uma necessidade tão forte quanto nos bebês humanos: quando se oferece um dedo ao bezerro ele começa a chupá-lo como um bebê humano faz com seus polegares. Entretanto, desde o primeiro dia de confinamento, bebem sua refeição líquida num balde de plástico. Distúrbios estomacais e digestivos são comuns e também a diarréia crônica. O bezerro é mantido anêmico. A carne rosa, pálida, considerada uma iguaria, é na verdade uma carne anêmica. Para que cresçam rapidamente a maioria é deixada sem água, pois isso aumenta o consumo de seu substituto lácteo. A monotonia é outra fonte de sofrimento. Para reduzir a agitação dos bezerros entediados, muitos produtores os deixam no escuro. Assim, os bezerros já carentes de afeição, atividade e estimulação que sua natureza requer, vêem-se privados do contato visual com outros também. Os bezerrinhos mantidos nesse regime são muito infelizes e pouco saudáveis. Isso é o que aconteceu com o seu jantar no tempo em que ele ainda era um animal, diz Singer.

E a vitela no Brasil, como é produzida?

Ainda que nem todas as etapas descritas por Singer e Kingsnorth estejam sempre presentes, a indústria de laticínios e da vitela é marcada pela violação dos corpos das vacas (que são forçadas a engravidar continuamente); pelo seqüestro de seu bebê e o roubo de seu alimento; pela tortura em cativeiro (quando há confinamento do bezerro); e pelo assassinato (já que se trata de morte desnecessária, movida por motivos hedonistas e portanto torpes). O correto, do ponto de vista ético, é a total abolição do consumo de leite e seus derivados.

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Fonte: Pensata Animal

sábado, 27 de junho de 2009

POR QUE INCOMODO TANTO?

O especismo é o componente mais cruel do currículo oculto dos lares e escolas.

A cada semana, mês, bimestre a repressão de pais e professores a qualquer ideia ou pessoa que apresente uma opção de vida fora do padrão moral tradicional é intensificada.

Dizem que se uma pessoa (aluno) come ou não carnes a opção é dela, e que eu não posso induzi-la a não consumir.

É interessante notar que essa frase dita repetidamente por pais e docentes — às vezes diretamente a mim, outras por recados ou piadas —, se fundamenta na ideia de que todas as crianças e jovens têm opção de escolher comer ou não cadáveres. Que opção uma criança ou jovem tem se só lhe ofereceram, naturalizando um costume, durante sua curta existência uma única opção: a carne? Ou o leite e seus derivados?

Acredito que eles têm a opção de não optar pela carne, ovos, leite e seus derivados. Mas que para isso tenho que exercer minha função como professor de Filosofia: mostrar que há outros caminhos, na grande maioria das vezes, dentro de uma aparente via de mão única.

O que incomoda mais?

  • Saber que toda minha vida alimentar é uma farsa nutricional para beneficiar uma meia dúzia de empresários?
  • Saber que minha moral, minha ideia de justiça, democracia, paz, não se sustenta perante uma leitura baseada nos princípios fundantes da Ética Prática contemporânea?
  • Saber que meu filho (ou meu aluno) de 15 anos está prestes a tomar a mais coerente das decisões, que é, respeitar a si, os animais não-humanos e os ecossistemas, veganizando-se?

Várias personagens históricas sofreram represálias físicas e psíquicas por incomodar a ordem vigente. Todo aquele que se levantou contra o padrão estabelecido por poucos para manipulação de muitos, incomodou. E responderam por isso. Para citar alguns: Sócrates, Jesus, Gandhi, Luther King... Você pode estar se perguntando se estou me comparando a eles. Não, só os tenho como fonte de inspiração na prática objetora daquilo que não é justo. Que justiça aqui seja entendida no sentido mais amplo possível. Que o círculo da moral seja expandido para abarcar todos os humanos e não-humanos.

Como pode uma pessoa incomodar tanto a tradição familiar e escolar se ela não passa de "um professorzinho que não sabe dar aulas sem passar videozinhos de massacre de animais?"

Esse professor que "defende bichinho", que manipula, doutrina, impõe seu estilo de vida como se o mesmo fosse um modismo, faz tudo isso tendo duas aulas de 50 minutos no 1º ano do ensino médio e uma aula de 50 minutos nos 2º e 3º anos, por semana.

Uma aula por semana? Quatro aulas por mês? Isso é o suficiente para concretizar o dito marxiano "tudo que é sólido se desmancha no ar". A solidez da moral tradicional defendida por pais e professores se volatiliza perante uma aula bem dada sobre a coerência de uma vida livre do consumismo biocida, injusto, antiético dos não-humanos.

Como pode uma pessoa incomodar tanto a tradição familiar e escolar tendo tão pouco tempo (teoricamente) de contato com os adolescentes por semana ou mês? Na teoria o tempo é pouco, mas na prática, como disse acima, é o suficiente para desocultar o currículo especista passado diariamente.

Aos professores veganos cabe o dever moral de incomodar os acomodados, reacionários.

Por que incomodo tanto? Porque represento a revolucionária educação vegana que está só começando.

Fonte: Pensata Animal

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Inri Cristo fala sobre sua alimentação, vegetarianismo na bíblia e o que come diariamente


Inri Cristo pode ser considerado uma celebridade nos dias de hoje. Frequentador assíduo de programas da TV brasileira, ele diz ter "ouvido uma voz" em setembro de 1979, revelando que ele seria o mesmo Cristo que foi crucificado há dois mil anos.

Nascido em 22 de março de 1948 na cidade de Indaial, interior do estado de Santa Catarina, Inri diz obedecer "uma voz forte e poderosa que fala dentro de sua cabeça". Na adolescência trabalhou como verdureiro, padeiro e até garçom. No ano de 1976 Inri virou vegetariano. Já peregrinou por 27 países incluindo Inglaterra, França, Chile, entre outros.

Atualmente ele vive em Brasília e conta com a ajuda de seus discípulos, pessoas que cuidam de sua alimentação, cuidam de sua moradia e estão sempre acompanhando-o por onde quer que ele vá.

Nesta entrevista ao site Vida Vegetariana ele fala sobre como é sua alimentação no dia-a-dia, partes da bíblia que citam o vegetarianismo e até o que não pode faltar na geladeira dele. Leia na íntegra.

Vida Vegetariana: Desde quando Inri Cristo é vegetariano?Inri Cristo: Desde 1976, aos 28 anos, quando INRI CRISTO ainda vivia como profeta de um DEUS desconhecido, antes da revelação de sua identidade em Santiago do Chile, em setembro de 1979.

Por que Ele é vegetariano? Por quais motivos?
INRI CRISTO é vegetariano principalmente por motivos místicos, espirituais. A nova etapa da evolução espiritual do homem requer necessariamente que se abstenha a ingestão de cadáveres dos irmãos menores, integrantes da ecologia. E também por motivos de saúde, pois toda a ansiedade, os hormônios, os antibióticos, enfim, as substâncias nocivas presentes na carne do animal por ocasião do abate se transferem inevitavelmente para o organismo de quem o consome, causando inúmeros malefícios.

Inri consome alimentos de origem animal como ovos, leite, queijo?
INRI consome ovos, todavia não consome laticínios. INRI ingere leite de soja e aprecia o tofu, que é o queijo de soja.

Inri considera ter uma boa qualidade de vida graças a dieta vegetariana?
A dieta vegetariana equilibrada é o primeiro passo, pois para se ter qualidade de vida é necessário ingerir vida, e não a morte dos seres vivos.

Inri acredita que o Pai dele também era vegetariano?
O PAI de INRI, que também é nosso PAI, o CRIADOR Supremo, já desde o princípio da criação nos deixou as ervas, frutas e sementes para que nos servissem de alimento (Gênesis c.1 v.29). Se Ele tivesse um corpo físico, certamente seria vegetariano. Porém, instrui seus filhos a serem vegetarianos a fim de estar em simbiose com Ele, em harmonia com a natureza.

Ele sabe de alguma menção a respeito do vegetarianismo na Bíblia?
Em Gênesis c.1 v.29, o CRIADOR disse ao Primogênito Adão: “Eis que vos dei todas as ervas, que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que encerram em si mesmas a semente do seu gênero, para que vos sirvam de alimento”. E também em Isaías c.66 v.3, está escrito: “Aquele que mata um boi, é como o que mata um homem”. Logo, o que come a carne do boi é como o que come a carne do homem. Nesses dois versículos bíblicos está bem claro que ingerir cadáveres dos irmãos menores desagrada ao ALTÍSSIMO. De acordo com o texto bíblico, por ocasião do dilúvio o CRIADOR temporariamente autorizara Noé a se alimentar das carnes dos animais presentes na arca devido à óbvia escassez de alimento natural (Gênesis c.9 v.3). Todavia os seres humanos, inclinando-se aos instintos bestiais que ainda lhe eram inerentes, acostumaram-se a esse hábito e o perpetuaram, transformando-o num vício que perdura até os dias atuais.

Todos os discípulos de Inri também são vegetarianos?
O discípulo é aquele que segue a disciplina do Mestre, portanto todos os discípulos de INRI CRISTO também são vegetarianos.

Quem prepara a comida de Inri?
As discípulas de INRI incumbidas desta missão.

Os alimentos são plantados numa horta particular ou comprados?
Nós temos uma horta, onde cultivamos os alimentos que consumimos. Mas os que não conseguimos produzir, compramos no mercado (a exemplo da castanha-do-pará, frutas não regionais, cereais etc.).

Qual o prato preferido de Inri?
Patê de alho, que consiste em: alho e salsinha esmagados, sal, limão, azeite de oliva e levedo.

E qual o comida Ele não come de jeito nenhum?
Legumes enlatados, alimentos com excessivo teor de corantes e conservantes.

O que não pode faltar na geladeira de Inri?
Frutas e verduras.

Qual é a bebida preferida de Inri?
Depois da água, que é a bebida principal do planeta Terra, INRI aprecia um bom vinho, acompanhante inseparável do patê de alho.


Comente um pouco sobre as refeições de Inri: o que ele ingere geralmente no café da manhã, almoço e jantar.
Basicamente, as refeições de INRI CRISTO são assim distribuídas:

Desjejum:

- 1 banana;
- suco de laranja batido no liquidificador com um pedaço de beterraba, um pedaço de cenoura e meia maçã;
- 1 pedaço de abacate e
- 1 fruta da época.

Intervalo entre desjejum e almoço:
- leite de soja com cacau em pó, adoçado com mel.

Almoço:
- um sanduíche natural, contendo pasta de missô com gengibre e gergelim, rodelas de cebola, brócolis picadinho (depois de passar por uma leve fervura), e castanha-do-pará moída.
- uma caneca de caldo de feijão, temperado com sal e pimenta-de-cheiro.

Jantar:
- patê de alho acompanhado de vinho.

Qual a idade atual de Inri Cristo?
Atualmente INRI CRISTO está com 61 anos, 40 anos de vida pública, 30 que teve a revelação de sua identidade em Santiago do Chile e 3 anos que está em Brasília (Nova Jerusalém do Apocalipse c.21).

Retirado do site Vida Vegetariana.

Quer adotar um animal, mas não se sente totalmente preparado. Questione-se

Perguntas Antes de Adotar

1. Tenho certeza de que não estou adotando por impulso, só porque o animal ainda é filhote, porque quero ter a raça da moda e/ou porque meu filho (a) insistiu pra ganhar um?

2. Estou disposto a educá-lo, mesmo que ele não aprenda da 1ª vez, tendo paciência e respeitando seus limites, instintos e necessidades?

3. Um cão/gato pode viver aproximadamente 15 anos. Irei cuidar bem dele até seu último dia de vida?

4. Nunca passarei sua guarda para outra pessoa?

5. Sei q/ o animal late/mia, corre, pula nas pessoas, morde objetos, faz coco/xixi, solta pêlo e fica doente precisando de cuidados?

6. Posso arcar com os custos extras: ração, vermifugação, vacinação e assistência veterinária?

7. O tamanho e raça do animal é adequado para a minha situação de vida (apart., quintal, crianças, idosos...)?

8. Estou levando um cão de acordo com meu temperamento? Existem cães “rabugentos”, que não gostam de brincar, apesar de adorar um carinho; outros são hiperativos e o dono precisa ter a mesma energia...

9. Costumo dar festas em casa? Se sim, tenho local adequado para deixar o animal, sabendo que ele pode se assustar e se estressar com o movimento, ser maltratado pelos convidados, e que a audição de cães é muito sensível, não suportando som alto, podendo causar distúrbios mentais, dor e lesões no aparelho auditivo?

10. Alguém da minha família apresenta sinais de alergia a pêlos de animais?

11. Se já tenho outro animal em casa, há espaço para prevenir uma briga territorial?

12. Se viajar, terei com quem deixar o animal, já que não posso simplesmente me “desfazer” dele ou deixá-lo sozinho?

13. Na minha casa, se alugada, o proprietário permite animais (se for prédio, o condomínio permite animais)? Caso mude de residência poderei levar o animal, mesmo que resolva ir para um apartamento ou vila?

14. Todos os moradores da casa respeitam animais e aceitaram a adoção sem problemas e restrições?

15. O quintal é cercado, não permitindo que o animal saia para rua? E poderá ficar solto no quintal, nunca preso 24h/dia em corrente ou cubículos?

16. No caso de alguém da família vir a engravidar, o animal continuará sendo tratado da mesma maneira?

17. O animal será imediatamente esterilizado (castrado) para evitar crias indesejadas, o aumento do contingente de animais na cidade, doenças hormonais e DSTs? Caso ainda não seja castrado, tenho infra-estrutura para manter machos e fêmeas separados?

18. Se morar em apartamento, tenho janelas e sacadas teladas? (muito importante!)

19. Não terei que deixá-lo sozinho por longo período durante o dia? Ou pelo menos o animal possuirá companhia durante o dia, seja de um humano ou de outro animal (cão ou gato)?

20. Não estou querendo apenas um cão-de-guarda?

21. Estou disposto a lhe dar banho periodicamente, limpar cocô e xixi sempre que necessário, levá-lo para passear, lhe dar comida nos horários certos, tratá-lo quando doente e lhe dispensar atenção e carinho?

22. Se tiver criança em casa, me responsabilizarei a ensiná-la que o animal não é um brinquedo, que sente dor e deve ser respeitado, evitando que ambos se machuquem?

23. Terei paciência no período de adaptação do animal ao novo ambiente, sabendo que ele poderá latir e chorar durante a noite, se mostrar arredio, necessitando atenção especial, principalmente os filhotes?

24. Continuarei o amando e respeitando quando ele estiver velho, com doença crônica e/ou deficiência mental/física?

25. Tenho certeza de que não há nenhum tipo de veneno guardado em casa, e não utilizarei desses produtos? Ex: chumbinho.

26. Eu sou uma pessoa responsável, que gosta de animais, e acima de tudo, os respeita como e protege?

Se você respondeu cada pergunta com sinceridade, tendo em vista que as respostas certas são deduzidas pelo simples senso, parabéns, você está apto para adotar um anjo especial!

Fonte: ULA!

Por que se tornar Vegetariano?

Razões Religiosas:
As motivações religiosas são, muitas vezes, revestidas de grande complexidade. Budistas, Hindus, Cristãos Rosacruzes e Adventistas do Sétimo Dia são tipicamente conotados com o vegetarianismo, mas as motivações não são necessariamente imposições religiosas (isto é, comer carne não é necessariamente visto como um pecado, por exemplo).

Muitos budistas preferem a dieta vegetariana porque defendem a não-violência, o que é, portanto, uma motivação ética. Muitos adventistas escolhem e aconselham a dieta vegetariana porque a vêem como mais saudável e, portanto, vantajosa para o corpo terreno - o que é, conseqüentemente, uma motivação de saúde.

22 Motivos para se tornar Vegetariano:
1 - Evitar carne é um dos melhores e mais simples caminhos para cortar a ingestão de gorduras. A criação moderna de animais provoca artificialmente a engorda para obter mais lucros. Ingerir gordura animal aumenta suas chances de ter um ataque cardíaco ou desenvolver câncer.

2- A cada minuto todos os dias da semana, milhares de animais são assassinados em abatedouros. Muitos sangram vivos até morrer. Dor e sofrimento são comuns. Só nos EUA, 500.000 (meio milhão) de animais são mortos a cada hora!

3- Há milhões de casos de envenenamento por comida relatados a cada ano. A vasta maioria é causada pela ingestão de carne.

4- A carne não contém absolutamente nada de proteínas, vitaminas ou minerais que o corpo humano não possa obter perfeitamente de uma dieta vegetariana.

5- Os países africanos - onde milhões morrem de fome - exportam grãos para o primeiro mundo para engordar animais que vão parar na mesa de jantar das nações ricas.

6- "Carne" pode incluir rabo, cabeça, pés, reto e a coluna vertebral de um animal.

7- Uma salsicha pode conter pedaços de intestino. Como alguém pode estar certo que os intestinos estavam vazios quando utilizados? Você realmente quer comer o conteúdo do intestino de um porco?

8- Se comêssemos as plantas que cultivamos ao invés de alimentar animais para corte, o déficit mundial de alimentos desapareceria da noite para o dia. Lembre-se que 100 acres de terra produz carne suficiente para 20 pessoas, grãos suficientes para alimentar 240 pessoas!

9- Todos os dias dezenas de milhões de pintinhos de apenas 1 dia de vida são mortos apenas por que não podem botar ovos. Não há regras para determinar como ocorre a matança. Alguns são moídos vivos ou sufocados até a morte. Muitos são utilizados como fertilizantes ou como ração para alimentar outros animais.

10- Os animais que morrem para a sua mesa de jantar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e em meio a grande dor. A matança é impiedosa e desumana.

11- O vegetarianismo é a tendência que mais cresce no mundo desenvolvido. É inteligente, elegante, moderno, saudável, diversificado, delicioso, viável, ético, econômico, sustentável e livre de crueldade.

12- Metade das florestas tropicais do mundo foram destruídas para fazer pasto, para criar gado, para fazer hambúrguer. Cerca de 1000 espécies são extintas por ano devido à destruição das florestas tropicais.

13- Todos os anos 400 toneladas de grãos alimentam animais de corte - assim os ricos do mundo podem comer carne. Ao mesmo tempo, 500 milhões de pessoas nos países pobres morrem de fome. A cada 6 segundos alguém morre de fome por que pessoas no Ocidente estão comendo carne. Cerca de 60 milhões de pessoas morrem de fome por ano. Todas essas vidas poderiam ser salvas, porque estas pessoas poderiam estar comendo os grãos usados para alimentar animais de corte se os norte-americanos comessem 10% a menos de carne.

14- As reservas de água fresca do mundo estão sendo contaminadas pela criação de gado de corte. E os produtores de carne são os maiores poluidores das águas. Se a indústria de carne no EUA não fosse subsidiada em seu enorme consumo de água pelo governo, alguns gramas de hambúrguer custariam US$ 35.

15- De acordo com a ONU, a pecuária é responsável pela emissão de 18% dos gases causadores do aquecimento global, sendo a maior responsável, à frente de todos os meios de transporte juntos! Os dois bilhões de bovinos do planeta emitem, graças à volatilização dos seus arrotos e gases intestinais, 12% do metano lançado globalmente na atmosfera.

16- Um vegetariano reduz um elo da cadeia alimentar, tornando-a mais eficiente e, consequentemente, reduzindo o impacto ambiental da sua alimentação. Para produzir 1 kg de carne bovina são gastos aproximadamente 15 mil litros de água (incluindo a rega das plantas, a higiene do animal, etc); para produzir 1kg de soja são gastos menos de 1300 litros de água, cerca de 10%.

17- Se você come carne, está consumindo hormônios que foram administrados aos animais. Ninguém sabe os efeitos que estes hormônios causam à saúde. Em alguns testes, um em cada 4 hambúrgueres contém hormônios de crescimento originalmente administrados ao gado.

18- As seguintes doenças são comuns em comedores de carne: anemias, apendicite, artrite, câncer de mama, câncer de cólon, câncer de próstata, prisão de ventre, diabetes, pedras na vesícula, gota, pressão alta, indigestão, obesidade, varizes. Vegetarianos há longo tempo visitam hospitais 22% menos que carnívoros e por pouco tempo. Vegetarianos têm 20% menos colesterol que carnívoros e isso reduz consideravelmente ataques cardíacos e câncer .

19- Alguns produtores usam calmantes para manter os animais calmos. Usam antibióticos para evitar ou combater infecções. Quando você come carne, está ingerindo estas drogas. Na América do Norte 55% de todos os antibióticos são dados a animais de corte, e a porcentagem de infecções por bactérias resistentes a penicilina avançou de 13% em 1960 para 91% em 1998.- Num período de vida um comedor de carne médio terá consumido 36 porcos, 36 ovelhas e 750 galinhas e perus. Você deseja tanta carnificina em sua consciência!?

20- Os animais sofrem dor e medo como nós. Passam as últimas horas de sua vida trancados em um caminhão, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte ensopado de sangue. Quem come carne sustenta o modo como os animais são tratados.

21- Animais com um ano de vida são freqüentemente muito mais racionais - e capazes de pensamento lógico do que bebês humanos de 6 semanas. Porcos e ovelhas são muito mais inteligentes do que criancinhas. Comer esses animais é um ato bárbaro.

22- Vegetarianos são mais aptos fisicamente do que comedores de carne. Muitos dos mais bem-sucedidos atletas do mundo são vegetarianos.

Fonte: ULA!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Confinamento Animal - Zoolócigos, Você contribui com essa exploração?

Zoológicos
Se atualmente, com o auxílio dos meios de comunicação, as pessoas podem observar animais silvestres em seu próprio habitat, não interferindo no ambiente dos mesmos e no seu bem-estar, qual a justificativa ética para apreendê-los e confiná-los em jaulas com o intuito de entreter o ser humano? A manutenção de animais em cativeiro representa um adequado papel na educação ambiental?

Com o intuito de saciar os desejos e curiosidades do ser humano, estes seres vivos são submetidos a situações desfavoráveis, ocasionando um stress desnecessário o qual, muitas vezes, é externado através de comportamentos anormais, podendo levar a quadros graves de depressão e morte. É questionável o real aspecto educativo desses centros, no instante em que podemos verificar animais sob stress e com comportamentos alterados pelo cativeiro.

Deve-se levar em consideração que esses animais, muitas vezes, são oriundos de locais com clima, vegetação e alimentação distintas do zoológico onde estão confinados. É uma violação à natureza do animal. Em seu habitat natural o espaço disponível para aves, por exemplo, não pode ser comparado a um recinto fechado, independente de seu tamanho.

Sabe-se que o cativeiro é um fator limitante, e leva muitos animais a terem um comportamento diferenciado, até neurótico, sendo considerado um comportamento anormal, já que os locais onde permanecem confinados não proporcionam a eles as mesmas condições que seu habitat natural, interferindo no seu bem-estar. Ainda há o agravante da rotina de ser exposto aos visitantes barulhentos do zoológico durante todo o dia.

Veja alguns exemplos de comportamentos anormais, causados pelo estresse em cativeiro.

Zoocoses:
- Vomitar e comer o próprio vômito
- Comer fezes
- Andar em círculos
- Movimentar o corpo repetidamente para trás e para frente
- Balançar a cabeça para cima e para baixo
- Virar o pescoço de forma exagerada
- Morder e lamber as barras da jaula ou outros locais
- Auto-mutilação, como mastigar o próprio rabo, morder a perna, etc.



Os animais já reincidentes de outras explorações (circos, tráfico etc.) que deveriam estar recebendo tratamento especial em santuários, são novamente encarcerados e expostos ao grande público no zoológico, para divertimento deste e lucro de outros.

Um zoológico reduz a selva, a savana, enfim a natureza , a alguns metros quadrados de crueldade consentida e programada. Se na natureza um predador caça um animal, o faz no habitat natural de ambos, onde o animal caçado tem até chance de não o ser.

Sabemos que a natureza se constitui de ciclos contínuos de destruição e regeneração. mas não cabe ao animal humano chamar a si a autoria desses ciclos, desfigurando-os em seus objetivos. No zoológico, infelizes pequenos animais são estocados e jogados nas jaulas , vivos, para alimentar outros, maiores, mas tão infelizes quanto eles.

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De que adianta ir a um zoológico e ver um monte de animais enjaulados, a maioria em construções impróprias, com dormitórios escondidos em que o público não tem acesso a fim de se evitar a fiscalização do cidadão, com animais estressados, graves problemas de comportamento, movimentos repetitivos, olhar perdido no espaço e praticamente não demonstrando que existem. Não há nada que se aprenda neste local sobre vida natural dos animais, as suas estruturas sociais, o seu relacionamento com o meio ambiente, a sua forma de comunicação e os seus instintos e comportamentos naturais.

Nos zoológicos assistimos ao intenso sofrimento de animais que chegam a viver mais de 30 anos em condições imundas, espaços minúsculos, privados da sua liberdade e expostos a uma sobrevivência rotineira.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os zôos não desempenham nenhum papel na conservação das espécies. O local adequado para os programas de conservação devem ser as regiões a que os animais pertencem naturalmente e não a milhares de quilômetros de distância, longe da selva, da floresta, do deserto, das montanhas, dos oceanos, num ambiente e clima completamente diferentes.

Passe valores corretos para seus filhos. Não vá a Zôos!

Prefira passeios que não financiam a exploração animal, que adicione bons valores e cultura, e que não seja em detrimento de outros seres. Não ensine a uma criança que é normal e divertido tirar a dignidade de outro ser para proveito próprio. Ensine o valor de respeitar.

Leve à reunião de pais, alternativas adequadas para os passeios escolares (parques, museus, planetários, sítios, teatros, festivais, exposições, feiras culturais e de ciência, locações históricas, passeios de barco etc.)

Passe vídeos, como os do Discovery Channel e Animal Planet para as crianças conhecerem os animais silvestres. Nesses vídeos os animais são filmados livres em seu habitat natural, com seu bando e rotina natural. Neles sim é visto uma situação real da natureza, e o mais importante, livre de exploração e crueldade.
Indo a áreas de mata preservada você poderá ver livremente macacos, aves, peixes, etc.

Fonte: ULA! União Libertária Animal

sábado, 13 de junho de 2009

Confinamento Animal uma pratica cruel

Bovinos

Transporte (mamíferos):
Vivem nos excrementos uns dos outros e são expostos a condições severas de temperatura em caminhões abertos.

A febre do embarque, que pode ser fatal, é comum em gado transportado a longas distâncias.

O transporte em tempo frio resulta em partes do corpo congelarem, causando dores terríveis.

Algumas vezes os animais congelam sobre suas próprias fezes ou colados nas laterais ou no chão metálico do caminhão de transporte.

Os animais não recebem alimento nem água.

Uma pesquisa feita pelo Agri-Practice (Set 95) revelou que 10% dos presuntos pesquisados foram classificados como DFD, o que é "geralmente descrito como uma condição na qual os músculos de suínos normais e saudáveis foram totalmente esgotados de glicogênio devido à exaustão física prolongada antes do abate.

O trauma infligido pelas fazendas-fábrica e pelo transporte pode resultar em "baixas" (downers) - animais muito doentes ou fracos para caminhar.

Métodos de Abate dos Mamíferos:
- Pistola Pneumática: Uma "pistola" é apontada para a cabeça do animal e uma vara de metal é disparada para dentro do cérebro. A pistola é projetada de modo que a haste jamais sai completamente, ela simplesmente vara a cabeça do animal e depois é puxada pelo açougueiro enquanto o animal desmaia. Este disparo, como o animal se agita muito, nem sempre é certeiro e, freqüentemente, atinge o olho ou resvala na cabeça do animal, gerando ainda mais dor.

- Atordoamento Elétrico: Os animais são conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts.

- Choques na Cabeça: Um atordoador elétrico é utilizado para produzir um ataque e a garganta do animal é cortada, deixando-o sangrar até a morte.

- Golpes de Marreta: Utilizando-se de um martelo específico golpeia-se a cabeça do gado quebrando o seu crânio (essa técnica também é usada em vitelas, pois os ossos do crânio de filhotes são mais macios). Nem sempre o martelo acerta com precisão a região que causa a inconsciência, podendo rasgar os olhos ou o nariz do gado.

- Abate Ritual: Os animais estão totalmente conscientes quando suas jugulares são cortadas. Alguns matadouros prendem o animal por uma perna e penduram-no de cabeça para baixo antes que suas gargantas sejam cortadas, resultando em danos dolorosos dos tecidos em 50% das vezes e, em algumas vezes, crises de vômito.

Bovinos e Equinos a Caminho do Prato:
1º Estágio: O animal chega à "central de empacotamento", e é colocado em uma área de espera.
2º Estágio: O animal é enfileirado em um curral e um funcionário começa a conduzi-lo, com o auxílio de uma vara de eletrochoque, através de uma porta de aço.
3º Estágio: É feito o pré-abate através de pistola pneumática ou atordoamento elétrico ou golpes de marreta.
4º Estágio: O animal é pendurado em uma corrente pela pata traseira de cabeça para baixo (há a ruptura dos tendões da coxa, e o animal tem a carne rasgada pelo próprio peso).
5º Estágio: É feita uma abertura para esfola do couro (muitos animais recobram a consciência e gritam de dor nesse momento).
6º Estágio: É feita a degola e tanques aparam o jorro de sangue durante alguns segundos.
7º Estágio: O animal é baixado e começa o processo de esfola total e parte dos cortes de tetas, patas e línguas. É COMUM OS ANIMAIS CHEGAREM VIVOS NESTE ESTÁGIO. HÁ RELATOS EM QUE O ANIMAL AINDA ESTAVA PISCANDO OS OLHOS ENQUANTO ESTAVA SENDO RETALHADO.
8º Estágio: O animal é arrastado em uma esteira onde há o corte em uma serra elétrica em duas metades, na posição da coluna vertebral.
9º Estágio: A carcaça é levada para uma câmara de resfriamento (a carne ainda contém calor do sangue).
10º Estágio: A carcaça é levada para a seção de corte em pedaços como os vistos em mercados e açougues.

Como são mortos:
Mesmo hoje em dia, o processo de abate permanece primitivo e violento. Animais entram no abatedouro um a um. Os criadores mais bem aparelhados, usam um revólver pneumático atordoador, mas, é muito comum a marretada na cabeça, nem sempre certeira. Quando é chegada a hora do abate, os animais, em geral, são forçados a entrar num corredor estreito. Desesperam-se, tentando fugir de todas as formas, viram-se de um lado para o outro, os olhos cheios de terror. Sentem o cheiro do sangue dos companheiros mortos e recusam-se a seguir adiante. Alguns, já sem força, caem; os que permanecem de pé são forçados a prosseguir, tangidos a choques elétricos.

Ao final do percurso, um por um, são contidos em pequenos boxes e covardemente massacrados: recebem marretadas, tantas quantas forem necessárias, até que tombem. Os golpes lhes causam mutilações nos chifres, olhos e focinho. São então suspensos - alguns às vezes ainda vivos - por uma das patas traseiras; seus músculos se rompem em virtude do grande peso de seus corpos. Operários com longas facas cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e carótida, deixando-o sangrar até a morte, pendurado de cabeça para baixo. No Brasil, este procedimento é comumente empregado no abate de bovinos. Porcos, cabras, ovelhas, aves e outros animais são igualmente abatidos com idêntica brutalidade, mas sem o uso do atordoamento.

Fontes:
PEA
Instituto Nina Rosa
www.mp.ba.gov.br