sábado, 13 de junho de 2009

Aprenda tudo sobre confinamento animal - Alguns posts Mostrando essa pratica cruel

Aves

A ave é um vegetal?

É curioso perceber que quando afirmamos ser vegetarianos, seja num restaurante ou entre pessoas que acabamos de conhecer, é comum ouvir-se a pergunta: “Mas você come frango, não é?” Certa vez, num restaurante, afirmei ser vegetariano e pedi uma salada. O gerente para agradar, mandou servir-me, sem que eu pedisse, um “peitinho de frango” grelhado, como uma oferta da casa... Diante disso, podemos inferir que certas pessoas pensam que frango e aves em geral são vegetais. Se pudéssemos ver como eles nascem, vivem e morrem nos criadouros, talvez entendêssemos por que são comparados a “vegetais” ou a objetos. Isso vale para qualquer outra ave criada para consumo (e para peixes também!): pato, marreco, ganso, faisão, chester, peru, avestruz, codorna, perdiz, etc. Desde que criados industrialmente para o consumo humano, todas as aves têm o mesmo destino que os frangos, algumas até envolvendo situações piores, como é o caso dos gansos, de quem se produz o requintado foie gras.

Até parece que nunca tiveram um rosto. Os produtos animais expostos nas prateleiras e freezers dos supermercados são apresentados higienicamente limpos e empacotados num ambiente plácido, tranqüilo. Mas esse lugar calmo e perfumado, geralmente com música suave ao fundo (que contribui mais ainda para oferecer um clima sereno), esconde uma outra realidade.

Aves a Caminho do Prato:
1º Estágio: São despejadas como lixo dos caminhões que as trazem.
2º Estágio: Colocadas em um sistema de ganchos e transportadoras que fazem parte do sistema de abate automático.
3º Estágio: Sofrem uma descarga elétrica que deveria causar a inconsciência para o abate, mas essa corrente é reduzida causando somente dor (níveis maiores de corrente endurecem a carne). As aves vão para o próximo estágio com plena consciência.
4º Estágio: Processo de degola automática: as aves penduradas passam por uma máquina que vai degolando o pescoço.
5º Estágio: São imersas em um banho escaldante. MUITAS VEZES, AS AVES CHEGAM VIVAS NESTE ESTÁGIO.
6º Estágio: Vão para a área onde serão depenadas e estrinchadas.

Manejo:
Por detrás da farsa da propaganda se encontra a dura realidade dos milhões de frangos criados em cativeiro, impedidos de ciscar alegremente, tristes, sem direito à liberdade, ao sol, vivendo em “celas” superlotadas até atingir o peso ideal (obtido através de hormônios e de outros medicamentos), quando são cruelmente abatidos. Depois de mortos são depenados, eviscerados, limpos e cortados – não se sabe em que condições de higiene – para serem enfim empacotados nas embalagens, congelados e enviados para o comércio. Durante sua vida miserável, passam por verdadeira tortura. A superpopulação estressa profundamente as aves. No setor das “unidades” poedeiras, as galinhas são expostas à luz artificial constante, de modo a pensarem que o dia é contínuo, o que mantém o seu metabolismo ativo na produção de ovos.

Debicação:
Devido à sobrecarga a que são forçadas, acabam vivendo pouco. Sob forte tensão, tendem a se bicar e a se dilacerar. Mas a genialidade dos criadores resolveu o problema: a “debicação”, técnica de cortar a ponta do bico dos frangos ao nascerem. Essa prática acontece regularmente, independente da dor que possa produzir no animal. E como produz! A ponta do bico das aves, assim como a parte interna das unhas dos homens, é de grande sensibilidade. Tanto é assim que, após terem parte dos seus bicos cortados, os pobres animais se debatem de dor e correm apavorados de um lado para o outro, emitindo sons de agonia.

Geralmente têm sangramento profuso e correm o risco de morrer. Os criadores - não por humanismo, é claro, mas para evitar prejuízos com a morte por hemorragia - mais uma vez lançam mão da sua habitual inteligência: logo em seguida a debicação, cauterizam o bico do pintinho com um aparelho que apresenta um fundo incandescente...

Ao conferirmos o modo com vivem esses animais e a tortura a que são submetidos, percebemos que não somente as grandes granjas, mas também as pocilgas e os locais de criação de gado, nada devem aos campos de concentração. Muitos frangos e galinhas poedeiras morrem subitamente nessas “fazendas”, certamente de tristeza. Outras são transportadas em caminhões superlotados, sendo expostas ao sol, ao frio, ao vento, a chuva e a um jejum prolongado.

Propaganda enganosa
:
No caso dos frangos e seus derivados, deparamo-nos com partes desses animais muito bem cortadas, limpas e arrumadas em embalagens brilhantes, de aspecto sedutor; os ovos, também muito limpos e alvos, dentro de caixas especiais, coloridas, empilhadas com esmero. Não raro, o setor de frango do agradável supermercado mostra a imagem de uma galinha sorrindo, muito feliz devido à preferência do freguês pela sua carne ou pela granja que a comercializa. Nas campanhas promocionais, essas empresas freqüentemente distribuem folhetinhos pelo supermercado, com historinhas de galinhas e pintinhos amarelinhos, rechonchudos e bonitinhos, que vivem em campos e chácaras, eles querem nos fazer crer que esses animais habitam verdadeiros paraísos ou quintais alegres e multifloridos e são criados com amor e dedicação. Nada mais distante da realidade.


Obviamente, não seria conveniente que o supermercado, mostrasse imagens e filmes das cenas de debicação, da cauterização, dos galpões superlotados, repletos de animais com olhares atônitos (sem entender que crime cometeram para estar ali), do transporte desumano, do abate cruento, etc.. Se as pessoas soubessem dessa realidade, muitas delas provavelmente deixariam de comprar as aves. Certa vez, num supermercado, John Robbins, líder do movimento americano Earth Save e autor de Diet For a New America (Dieta para Uma Nova América) observou uma placa onde estava escrito “frango fresco”. Ao verificar que, na verdade, o produto da venda eram galinhas mortas, chamou o gerente e sugeriu-lhe que, para evitar a propaganda enganosa, mudassem os dizeres da placa para “frango fresco morto”.

Fontes:
PEA
Instituto Nina Rosa

ULA! União Libertária Animal

1 comentários:

Marcelo disse...

muito interessante, nunca tinha parado para pensar um pouco sobre o abatimento de aves.