segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ativistas mexicanos vegetarianismo é um ato patrióta

Ativistas mexicanos defendem que ser vegetariano é um ato de patriotismo


México, 11 set (EFE).- Ativistas da ONG AnimaNaturalis, organização que rejeita o consumo de animais, protagonizaram hoje um protesto no centro da capital mexicana para argumentar que ser vegetariano é um ato de amor à pátria e à saúde, a cinco dias da celebração do Dia da Independência no México.

Uma mulher caracterizada como uma das participantes da Revolução Mexicana (1910-1920) ofereceu tacos - prato típico do México - vegetarianos de graça às pessoas que passavam pelo Zócalo (praça central) da capital mexicana, a maior praça pública do país.

Em declarações à Agência Efe, Miryam Domínguez, integrante da ONG, explicou que, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) do país latino-americano, o México ocupa o segundo lugar no mundo em obesidade.

"O sobrepeso e a obesidade atualmente atingem mais de 70 milhões de adultos e mais de cinco milhões de adolescentes no México", um país com 103 milhões de habitantes, afirmou.

Segundo a organização, mais de 95% do sobrepeso e da obesidade se devem ao baixo consumo de vegetais e fibras e à elevada ingestão de gorduras animais, frituras e refrigerantes.

A obesidade tem como conseqüências problemas circulatórios, diabetes, arteriosclerose, tumores e hipertensão, advertiu Domínguez, que também argumentou que 11% do orçamento da Secretaria de Saúde no México em 2008 foi destinado a prevenir a obesidade.

A organização defensora de animais indicou em um comunicado que "reduzir o consumo de carne diminui a propensão a certas doenças".

"Quem consome produtos de origem animal é 10 vezes mais suscetível a doenças do coração e 40% mais propenso a padecer de algum tipo de câncer e doenças renais, osteoporose e cálculos", explicava o documento. EFE

Fonte: Último Segundo

Regresso de tourada à SIC reabre polémica

Corrida de touros só tinha sido emitida uma vez pela estação de Carnaxide

Desde que começou a emitir, a SIC apenas tinha colocado no ar uma tourada. Foi a 10 de Junho de 2002. Esta noite, a estação transmite a "Grande corrida Caras" e traz de volta a discussão: as touradas afectam ou não os públicos mais sensíveis?

Sim, na opinião individual de Albino Almeida. O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) explica que este organismo, por representar organizações de educadores de todo o país, também tem de expressar a opinião de zonas onde há muitos aficionados, e que, por isso, não pode emitir um parecer em nome colectivo.

Porém, na qualidade de progenitor e encarregado de educação, o responsável discorda da posição da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que recentemente considerou que as "corridas de toiros não constituem programas susceptíveis de influir de modo negativo na formação da personalidade das crianças ou adolescentes", não considerando por isso necessário a sua emissão após as 22.30 horas e com "bolinha".

"Não é só no caso da tourada. Tem havido um certo laxismo. Deviam fazer como em Espanha há uns anos: ouvir os pais sobre os programas e afastá-los dos horários em que as crianças estão a ver televisão. Seria um ganho civilizacional", disse Albino Almeida.

Opinião contrária é a de Fernando Castro, presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, que concorda com a argumentação da ERC. "Existem coisas mais graves a passar na televisão: programas totalmente inapropriados para as crianças e concursos de muitíssimo mau gosto. A tourada é um espectáculo que faz parte da cultura portuguesa", frisa.

Por seu lado, Miguel Moutinho, presidente da Associação Animal - que tem tentado que as touradas só sejam emitidas após as 22.30 horas - lamenta que a SIC se tenha juntado à RTP e à TVI nesta "prática infeliz".

A opção, considera, deve-se à entrada de Nuno Santos na direcção de Programas de Carnaxide. Este último, no seu entender, também foi responsável pelo aumento dessas emissões na estação pública. O JN tentou ouvir a SIC, mas não obteve resposta.

Questionado sobre o peso que as audiências podem ter na decisão das estações, Miguel Moutinho sublinha que os resultados na RTP "são pobres" e que na TVI beneficiam da popularidade das novelas. "São quase inerentes, porque a TVI tem boas audiências". E remata: "Se as touradas fossem tão procuradas, teriam a mesma audiência na RTP".

Fonte: Jornal de Notícias

Jimmy e Tomás, o cão e o gato "Eduardo Barroso"

Cirurgião rendido à companhia


Jimmy e Tomás, o cão e o gato de Eduardo Barroso

O cirurgião Eduardo Barroso, 59 anos, acreditava que não era admissível ter um cão em casa e fez tudo para que o filho mais novo desistisse dessa ideia. Foi devido a isso, aliás, que o gato Tomás foi acolhido há 13 anos.



Todavia, passados três anos, cedia e abria as portas a um golden retriever.

Hoje, o director da Unidade de Transplantação e do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Curry Cabral dá a mão à palmatória e afirma que o Jimmy se tornou num membro da família.

ATENÇÃO ATIVISTAS DE BRASÍLIA E REGIÃO

clique aqui e saiba mais

Não matarás

ARCA Brasil entrevista Maria Lucia Metello, a veterinária que saiu em defesa do direito à vida de milhares de cães condenados em Campo Grande, MS

O Notícias da ARCA entrevistou Maria Lúcia Metello (*), veterinária e advogada de Campo Grande (MS). A profissional destacou-se nacionalmente ao combater a eliminação de animais com suspeitas de Leishmaniose Visceral naquela cidade, onde já foram exterminados dezenas de milhares de animais.
Com veemência, Maria Lucia pede nesta entrevista exclusiva uma postura mais ativa e a mobilização da classe veterinária pelo direito ao tratamento – proibido pelo governo federal –, uma possibilidade concreta de cura aos animais infectados.

Dra. Maria Lucia, poderia dar um beve histórico sobre como a Leishmaniose Visceral se manifestou em Campo Grande e quais as reações dos diversos setores da cidade desde então?
A leishmaniose se manifestou pelo descaso em combatê-la adequadamente, desde quando surgiu o primeiro foco no Brasil. O Poder Público fez o que bem queria, à sua própria maneira. Chegou ao cúmulo de ameaçar multar em R$ 7.000,00 por animal aqueles que impedissem os agentes de saúde de adentrarem as residências para recolher os cães, saudáveis ou não, e levá-los para o extermínio, como se isso fosse resolver o problema dessa letal doença. De início, não houve qualquer esboço de reação. Hoje, no entanto, a população começa a perceber que os seus direitos de propriedade precisam ser respeitados. O direito à saúde, garantido pela Constituição Federal, tem que ser preservado. Estamos seguros que não será com a matança indiscriminada de animais que isso será conseguido. Existem formas mais eficientes que precisam ser adotadas.
O que você tem a dizer sobre a Portaria Interministerial Nº 1.429/2008 que proíbe o tratamento da Leishmaniose Visceral?
Esta portaria é nada mais, nada menos, que o reflexo da arrogante e retrógrada política pública adotada pelo país, que não tem mostrado preocupar-se com a legislação, com a ética e com a moral. O tratamento adequado, ministrado por médico veterinário, é um recurso que a ciência nos oferece e terá de ser permitido.
Você tem algo a comentar sobre os medicamentos da linha humana utilizado no tratamento contra a leishmaniose?
O princípio ativo de todo e qualquer medicamento de uso humano tem a mesma composição e finalidade da linha veterinária. No Brasil, muitos medicamentos existem apenas na linha humana por uma simples questão de interesse comercial. Ou seja, é mais barato fabricar um genérico do que comercializar o mesmo para a linha veterinária, pois, seria este um segundo processo. De uma maneira geral, o uso [de remédios] da linha humana para os animais tem sido feito sem quaisquer problemas. O profissional precisa tomar cuidado com alguns medicamentos que não podem ser usados por restrições em algumas espécies, mas proibir a utilização de medicamentos da linha humana e não fabricá-los para os animais e/ou não permitir seu registro no país é, no mínimo, tendencioso. Além disso, o medicamento que combate a leishmaniose, humana e animal, não tem quaisquer restrições.
Como têm sido as pressões diretas e indiretas do governo local nessa questão?
Existe uma tentativa obstinada para convencer a população a matar o cão em vez de cumprir com sua prerrogativa, que é a preservação da saúde pública, através de campanhas educativas para conscientizar a população a se prevenir dessa letal zoonose, que tem ceifado inúmeras vidas humanas e dizimado a espécie canina em nossa cidade.
Ao seu ver, como devem ser as posturas dos órgãos de classe em torno da Leishmaniose?
Deveriam ser mais vigilantes, adotando uma postura de mais ação. O que adianta o profissional pagar uma entidade que, no final, não defende os seus direitos? O mais elementar direito do médico veterinário é o de usar os recursos da ciência para assegurar a saúde dos animais. De repente, uma portaria, tecnicamente discutível, vem impedir o exercício pleno desse direito e as entidades representativas da classe se omitem ou reagem de forma muito frágil. Entretanto, há que se louvar a ANCLIVEPA por ensejar a Instauração de procedimento administrativo pelo Ministério Público Federal – Procuradoria da República em Minas Gerais, objetivando a coleta de elementos para apurar a ilegalidade da Portaria Interministerial n. 1.426, de 11 de julho de 2008, recomendando a sua revogação. No Mato Grosso do Sul, a ong Abrigo dos Bichos ingressa agora com uma Ação Cautelar questionando a legalidade e a constitucionalidade da portaria.
Você confirma a informação de que a população de cães da sua cidade foi reduzida para 50% devido às mortes causadas pela Leishmaniose?
A população canina de minha cidade já estava reduzida em 50% há dois anos. Hoje, nem sabemos mais quantos cães existem, de fato, pois, apesar das decisões judiciais do TJMS e do STJ, referentes à eutanásia de animais comprovadamente infectados pela leishmaniose, a população tem sido impelida a entregar os seus animais para o extermínio sob fortes argumentos coercitivos e de grande apelo emocional. De fato, em Campo Grande, os veterinários precisaram sentir a diminuição do caixa no final do mês para começar a tomar alguma atitude mais prática em relação à doença.

(*) Não perca!!
A Dra Maria Lucia Metello é uma das lideranças nacionais reunidas no Seminário Veterinário Solidário, organizado pela ARCA Brasil, no próximo dia 17 de Setembro, na palestra Leishmaniose: aspectos éticos e legais do atendimento clínico.

domingo, 14 de setembro de 2008

ADOTE um cão ou gato pela net!

NÓS PROCURAMOS PRA VOCÊ!

Acesse o site Sentiens, preencha e nos envie o formulário em:
Enviaremos seu pedido para protetores de animais, que dão cuidados a milhares de cães e gatos! Aguarde o contato deles!
ATENÇÃO: antes de adotar, leia no site as páginas 'Adoção Consciente' e 'Apresentação' do canal ADOTE!, com informações importantes sobre o site e o processo de adoção.
Repasse esta mensagem para seus contatos!

AS BASES GENÉTICAS DA FALTA DE PERCEPÇÃO

LEI AROUCA: AS BASES GENÉTICAS DA FALTA DE PERCEPÇÃO

Ellen Augusta Valer de Freitas

ellenaugusta@gmail.com

No primeiro semestre deste ano, a senadora Marina Silva defendeu o ensino do criacionismo nas escolas, após participar de um simpósio sobre o assunto, ainda como ministra do Meio Ambiente. Pois o criacionismo, que é uma das inúmeras crenças religiosas a respeito do surgimento da vida, passaria a ser comparado à Evolução, ciência que explica por meio de claras evidências ao longo da história, e na própria composição dos organismos atuais, a trajetória da formação de novas espécies ao longo dos milhares de anos. O criacionismo é apenas um dos mitos sobre a criação do mundo e do ser humano, e deve ser respeitado como qualquer outro de qualquer religião, mas nunca comparado a uma teoria que é base da Biologia e de tantas outras ciências, até hoje nunca refutada. Muito ao contrário, com as descobertas mais recentes sobre o código genético, a teoria de Charles Darwin fica a cada dia mais consistente e fascinante.

As descobertas do naturalista Darwin seguem até hoje como uma espada que corta, provoca e derruba nosso orgulho mais básico. Concordo com os pesquisadores Richard Wrangham e Dale Peterson, que escreveram o livro ‘O Macho Demoníaco: As Origens da Agressividade Humana’, que talvez o orgulho seja a principal característica dos grandes primatas - e, neste grupo, estamos incluídos. Uma característica que turva a percepção.

Aí entra a aprovação da Lei Arouca. Pois como explicar que ainda hoje, em face de tantas tecnologias e formas de obter novos conhecimentos, ainda se pratique a barbárie do uso de animais sencientes em pesquisas científicas - de caráter nem sempre claro, nem para os próprios pesquisadores? E como explicar que, embora existam muitas alternativas ao uso de animais de laboratório, e que na Europa estas já venham sendo usadas em diversos hospitais, centros de pesquisas e centros veterinários, aqui no nosso Terceiro Mundo preferimos pagar mais caro por ‘modelos vivos’ que dão lucro à imensa indústria de animais?

Uma explicação para que a humanidade siga sobrepujando os animais, negando-lhes o estado de direito, humilhando suas necessidades mais básicas, pode ser a vergonha de admitir que os animais pertencem à mesma natureza humana ou que o ser humano é, enfim, um animal. O ser humano nega estender os direitos morais por diversas razões, desde o preconceito chamado especismo, até por que reconhecer que os animais têm direitos fere mais uma vez o orgulho humano, como muitas vezes na história já aconteceu. Desde o século de Darwin, é deveras difícil assimilar e admitir que não somos o centro do Universo e, se requeremos direitos de sermos respeitados e valorizados nos nossos instintos mais básicos, nada mais natural que estender esses direitos a animais que, como nós, ou como muitos de nós, sentem medo, dor, afeto e possuem até capacidade de abstração.

Nada mais lógico que, se nos regalamos seres dotados de capacidade intelectual, devemos por essa mesma razão aguçar nossa percepção para as necessidades dos outros animais, e não continuar seguindo no egoísmo puramente preconceituoso de colocar a humanidade em primeiro lugar. De fato, colocar o ser humano em primeiro plano não contribuiu para que o mesmo ficasse ileso das conseqüências de seus atos diante da Natureza. A cada dia, percebemos que nossas ações, ao contrário do que gostaríamos, nos coloca como seres frágeis diante de um cataclisma ambiental.

Imaginar que o criacionismo deva ser ensinado nas escolas junto com as idéias evolucionistas, desprezando as demais crenças religiosas e misturando-as com fatos comprováveis e básicos da ciência, é querer preservar o pseudo-poder que nos arrogamos há muitos séculos atrás, quando tais disparates até eram admissíveis em face da ignorância da época. Mas, hoje, não.

Ora, quem hoje considera plausível a teoria de Charles Darwin - e ela é, pois é a base da Biologia e de muitos estudos a ela relacionados - certamente precisa considerar as implicações morais desta brilhante descoberta. Tom Regan defende que não é apenas o sofrimento que infligimos aos animais que está errado. “O que está fundamentalmente errado, em vez, é o sistema inteiro, e não seus detalhes. Pela mesma razão que mulheres não existem para servir aos homens, os pobres para os ricos, e os fracos para os fortes, os animais também não existem para nos servir”, aponta. Que já nos serviram, e muito, durante o desenvolvimento humano, não é justificativa para que sigamos explorando, mesmo com tecnologia e inteligência suficientes para utilizar alternativas - que já existem - e criar novas. Não há justificativa moral para a traição que lhes causamos.

Nossa responsabilidade moral por sermos sujeitos que modificam o mundo não nos confere o direito da tirania sobre os animais. Muito ao contrário, nos coloca a obrigação moral de libertar e reparar, se é que é possível, nossos erros. Mas, para tanto, é preciso percebê-los.

BIBLIOGRAFIA

RACHELS, J. Created from animals: the moral implication of Darwinism. Oxford: Oxford University Press, 1990.

WRANGHAM, R., PETERSON, D. O Macho Demoníaco: As Origens da Agressividade Humana. Comportamento, 1998.

REGAN, T. The Philosophy of Animal Rights by Dr. Tom Regan. Em: www.cultureandanimals.org/animalrights.

"DIREITO DOS ANIMAIS - PERGUNTAS E RESPOSTAS", em www.vegetarianismo.com.br

NACONECY, C. M. Ética e Animais: um guia de argumentação filosófica. EDIPUCRS, 2006.



Ellen Augusta Valer de Freitas é licenciada em Biologia, com formação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas. Tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia, atuando principalmente nos seguintes temas: captação de recursos aquáticos, gerenciamento recursos hídricos, estudo da alimentação de povos indígenas, educação e pesquisa em arqueofauna em alguns sítios arqueológicos do Projeto Corumbá - Pantanal. Trabalha atualmente com educação de jovens e adultos em escola particular, com enfoque para o assunto: ética e animais. E-mail: ellenaugusta@gmail.com.


Fonte: Sentiens

Você aprova o uso de animais em experiências??

Você aprova o uso de animais em experiências científicas?

Grupo de discussão UOL Ciência e Saúde
O Senado aprovou nesta terça-feira (9) o projeto de lei que regulamenta os procedimentos do uso de animais em experiências científicas. O texto, que agora segue para a sanção presidencial, prevê que só serão permitidas experiências com cobaias em estabelecimentos de ensino superior e de ensino técnico na área biomédica.

Os testes para a aprovação de medicamentos de uso humano serão realizados primeiro em ratos, depois em animais de grande porte, como cachorros e macacos. Só depois desse processo é que os testes poderão ser feitos em humanos.

Você aprova o uso de animais em experiências científicas? Comente.

http://forum.cienciaesaude.blog.uol.com.br/arch2008-09-07_2008-09-13.html#2008_09-10_13_15_46-8953204-0