domingo, 24 de julho de 2011

Os Testes Mais Comuns

Teste de Irritação dos Olhos: É utilizado para medir a ação nociva dos ingredientes químicos encontrados em produtos de limpeza e em cosméticos. Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais conscientes. Os coelhos são os animais mais utilizados nos testes Draize, pois são baratos e fáceis de manusear. Seus olhos grandes facilitam a observação dos resultados. Para prevenir a que arranquem seus próprios olhos (auto-mutilação), os animais são imobilizados em suportes, de onde somente as suas cabeças se projetam. É comum que seus olhos sejam mantidos abertos permanentemente através de clips de metal que seguram suas pálpebras. Durante o período do teste, os animais sofrem de dor extrema, uma vez, que não são anestesiados. Embora 72 horas geralmente sejam suficientes para a obtenção de resultado, a prova pode durar até 18 dias. Muitas vezes, usam-se os dois olhos de um mesmo coelho para diminuir custos. As reações observadas incluem processos inflamatórios das pálpebras e íris, úlceras, hemorragias ou mesmo cegueira. No final do teste os animais são mortos para averiguar os efeitos internos das substâncias experimentadas. No entanto, os olhos de coelho são um modelo pobre para olhos humanos.
- a espessura, estrutura de tecido e bioquímica das córneas do coelho e do humano são diferentes;
- coelhos têm dutos lacrimais mínimos (quase não produzem lágrimas);
- resultados de testes são sujeitos às interpretações ambíguas;
- o que aparenta ser um dano grave para um técnico pode parecer brando para um outro.
Teste Draize de Irritação Dermal: Consiste em imobilizar o animal enquanto substâncias são aplicadas em peles raspadas e feridas (fita adesiva é pressionada firmemente na pele do animal e arrancada violentamente; repete-se esse processo até que surjam camadas de carne viva). Substâncias aplicadas à pele tosada do animal. Observam-se sinais de enrijecimento cutâneo, úlceras, edema etc..

Veja a lista completa de testes, AQUI.

Cursos de culinaria vegetariana

O movimento Ghetto Gourmet é a vanguarda da culinária atual.
Surgiu em 2004, na Califórnia (EUA), quando os irmãos Jeremy e John Townsend, que cozinhavam em grandes restaurantes, resolveram abrir as portas de seus lares nos dias de suas folgas, para oferecer jantares intimistas para 12, 15 pessoas, ali mesmo, no chão do apartamento, com os convidados acomodados em almofadas.

Atualmente, os restaurantes intimistas, localizados em residências comuns, são mania em Nova York e já começam a ganhar notoriedade em diversas cidades européias. Este tipo de “restaurante underground” possui três requisitos primordiais: boa comida, preços justos e formalidade zero.





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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Hungria: voluntários tentam salvar animais

Após o desastre na Hungria, alguns voluntários tentam proteger os animais dos efeitos tóxicos da lama vermelha.

Devecser foi uma das aldeias mais afectadas. Face à aflição, muitos animais acabaram por ser abandonados.

“A lama tem um alto nível de alcalinidade com um ph de 13,7 o que pode provocar fissuras nas áreas queimadas da pele”, afirma um voluntário.

O trabalho é simples mas exige paciência e dedicação. Os animais são lavados com água e voltam a ser libertados na natureza.

O desastre ecológico da semana passada no Oeste da Hungria causou oito mortos e 150 feridos.

A lama tóxica provém de uma fábrica de alumínio. As equipas de emergência tentam agora impedir um novo acidente já que o reservatório da fábrica tem fissuras.

Ontem, a polícia húngara deteve o dono da empresa. O responsável é acusado de pôr em perigo as populações e o ambiente. O governo de Budapeste pondera a hipótese de nacionalizar a fábrica, uma instalação que data dos anos 40.


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Cãominhada contou com a participação de cerca de 400 cães

ADRIANA FEREZIM
Da Gazeta de Piracicaba
adriana.ferezim@gazetadepiracicaba.com.br

Cerca de 400 cães participaram da Cãominhada Contra Maus-Tratos realizada domingo (10) e que encerrou as atividades da Semana Municipal dos Direitos dos Animais, promovida pela ONG Vira Lata Vira Vida, Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba e Sociedade Piracicabana Proterora dos Animais (SPPA).

Pelo menos 800 pessoas levaram seus cães para passear no evento, que teve por objetivo conscientizar sobre a violência, o abandono, os maus-tratos contra cães, gatos, aves, cavalos, entre outras espécies.

Todos esses animais foram representados no evento pelo pit bull Sansão, que acompanhou a passeata em cima de uma caminhonete.

O início do passeio foi emocionante. Sansão foi recebido com aplausos pelos participantes. Ele é o símbolo da campanha contra os maus-tratos na cidade. Há cerca de dois meses ele foi resgatado pela ONG pesando 16 quilos. Chegou à beira da morte, foi tratado e se recuperou. Está pesando 32 quilos, os exames de sangue estão estabilizados e a medicação mais forte já foi suspensa.

“Ele está feliz. Crianças e adultos tiraram fotos e fizeram muito carinho nele. Todos tiveram livre acesso a ele, que brincou com todas as pessoas”, contou Miriam Miranda, presidente da entidade.

BÊNÇÃO. Foram 45 minutos de passeata. A cãominhada percorreu a avenida Alidor Pecorari, do campo de futebol da Rua do Porto até o Largo dos Pescadores, onde o frei Saul Perón abençoou os animais. Depois, todos retornaram para o campo. Alguns cães aproveitaram para se refrescar no rio Piracicaba.

A ONG distribuiu 340 bandanas para os cães. O Canil da Polícia Militar e o Canil da Guarda Civil acompanharam a cãominhada e no final do trajeto os cães da GC fizeram demonstrações de adestramento para o público.

A manifestação foi pacífica.Cães de todos os tamanhos e raças participaram. A maioria dos proprietários de raças grandes atendeu ao pedido e levaram seus cães de focinheira. Equipes de clínicas veterinárias, com viaturas e veterinários, deram apoio ao evento. Não foi registrada qualquer ocorrência. “O movimento foi pacífico e agradecemos a todos por atender ao nosso chamado para a conscientização contra os maus-tratos”, disse Miriam.

No percurso, os proprietários dos cães recolheram as fezes dos animais, deixando as ruas e calçadas limpas. A organização do evento distribuiu água para as pessoas e para os animais, com apoio da Administradora Brancalion e Água Hymalaia.

NÚMERO

32 quilos está pesando o pit bull Sansão, símbolo da campanha.


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Associação vai checar denúncia de maus tratos a cavalos

A Associação Protetora dos Animais de São Caetano recebeu denuncia de maus tratos aos cavalos participantes da cavalgada que será realizada hoje na cidade. Segundo a presidente da instituição, Mercedes Sanches Graça, os animais estão muito magros e com feridas no corpo.
Mercedes estará na concentração do evento às 9h30 com alguns integrantes da diretoria da associação e uma veterinária para checar a condição dos cavalos. A presidente afirmou que marcará presença nessa e nas próximas cavalgadas para realizar a fiscalização.
"Os animais que não estiverem em boas condições de saúde serão barrados, nem que tenha que chamar a polícia", disse Mercedes. "Estou rezando para que esteja tudo em ordem, para não ter que bater de frente com ninguém."


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Donos de animais podem mover ação, vacinação mata animais(MS)

Com 53 casos de reações a vacina contra a raiva, e registros de mortes após a vacinação, a Secretaria de Saúde do Estado mandou suspender a vacinação nos 139 municípios tocantinenses, seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS), que iniciou investigação dos 1.401 eventos envolvendo cães e gatos, com mais de 200 mortes em todo o País. Em Palmas, muitos animais tiveram reações adversas a vacina após 72 horas de aplicada.

A advogada Alessandra Assunção, aconselha os palmenses que tiveram suas animais intoxicados a procurarem o Centro de Controle de Zoonoses para que o ocorrido seja notificado. “Por questões estatísticas é importante avisar o CCZ. Se houve morte do animal, a pessoa pode fazer um laudo veterinário e se possível uma necropsia que servirão de prova numa ação civil ou criminal contra o município”, explica Alessandra. “ Essa ação pode ser de indenização, por danos morais e materiais”, detalha a advogada, que completa: “ Só devemos lembrar que toda ação contra o poder público é demorada”.


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sábado, 2 de outubro de 2010

Grávida e vegan

Um monte de gente me pede para escrever sobre gravidez e veganismo. Demorei 9 meses para fazer isso porque eu simplesmente não via nada demais em estar grávida e ser vegan! Essa é minha dieta e estilo de vida há mais de 10 anos, e acho que estou tão acostumada às suas implicações que a gestação só mudou para mim o que mudou para todas as outras gestantes: maior preocupação em ser saudável, restrição a alguns tipos de alimentos (tipo cafeína), aumento na quantidade de outros (tipo couve), comer chocolate para sentir o bebê mexer, e assim por diante. Eu simplesmente não sabia o que escrever, então decidi DEScrever minha experiência. Espero ajudar outras veganas barrigudas!

Informação foi o que me fez virar vegan e, ao mesmo tempo, o veganismo me fez ir atrás de mais informação ainda. Desde sempre li muito a respeito; participei de congressos; vi filmes e documentários; pesquisei na internet. Isso resultou numa enorme mudança de hábitos: antes eu costumava jantar um prato de arroz, feijão, hambúrgueres, ovo frito e bacon. Passei a me preocupar mais com o que comia, primeiro para evitar ingredientes de origem animal (sou vegan por motivos éticos), depois para encontrar maior diversidade e variedade, finalmente para ser mais saudável. Incluí na minha dieta uma porção de frutas, verduras, legumes, sementes, nozes, cereais, leguminosas, castanhas e temperos para os quais eu torcia o nariz antes (mas coentro, algas, pimentão e quiabo continuaram de fora – simplesmente não descem!). Comecei a cozinhar e a descobrir pratos, culinárias e ingredientes, e a ir à feira e ao mercado com outros olhos. No começo, a preocupação era com a proteína, até que este mito caiu e o mundo vegano descobriu que o problema é na verdade a vitamina B12 – ao que parece, o único nutriente impossível de se encontrar exclusivamente em fontes vegetais (só de origem animal ou sintética). Nessa época, acreditava-se que dava para conseguir B12 em levedura de cerveja e em algas, mas estudos demonstraram que se trata de um análogo da vitamina, que não a substitui. Bom, com tanta informação, atividade física e hábitos saudáveis vieram de brinde quase que automaticamente, como complementos da dieta vegana (não é à toa que o pôster no consultório do meu médico tem, além de diversos alimentos, uma mulher praticando yoga e um sol – luz também é importante, e não é porque eu acho que podemos viver dela ou qualquer outro motivo ‘new age’ – é para o corpo produzir vitamina D mesmo).

Falando no médico, cerca de dois anos antes de engravidar decidi procurar um nutrólogo (médico especializado em nutrição) para ver se estava tudo bem comigo, principalmente em relação à B12, e em busca de orientação sobre como balancear melhor a alimentação. Na época ainda não planejava ser mãe, nem tinha qualquer sintoma ou problema de saúde – simplesmente achei que seria bom fazer um check up. E que check up! A primeira consulta durou umas 2 horas: ele perguntou tudo sobre meu histórico de saúde e hábitos de vida, fez a bioimpedância (que mede água, massa magra e gordura corporal, entre outras coisas) e me pediu muitos exames de sangue. Voltei algum tempo depois com os resultados e aí começamos a tentar deixar as coisas em ordem: dá-lhe injeção de B12, gotinhas e cápsulas de vitaminas. Descobri que também estava com carência de vitamina D, depois de anos morando na cidade da garoa e cultivando uma branqueleza impecável, e precisava de um reforço em alguns nutrientes (zinco e cálcio, por causa da vitamina D). Ficamos nessa um bom tempo: exames, suplementação, mudança de hábitos, até conseguir chegar num equilíbrio. Minha B12, por exemplo, só melhorou com uma super dose diária via oral – as injeções não foram tão bem absorvidas pelo meu organismo.

Depois de quase 2 anos, saí satisfeita do consultório dele: finalmente tinha conseguido balancear quase tudo! Agora era só fazer a manutenção com alimentação balanceada e a suplementação normal de B12 e vitamina D, que estava no limite mínimo e poderia prejudicar a absorção e retenção do cálcio. Eu estava com os nutrientes em ordem, praticando atividades físicas (yoga e corrida) e levando uma vida saudável (dentro do que São Paulo permite, é claro!).

Essa época coincidiu com minha decisão de engravidar. Além do controle do nutrólogo, outro que sempre mantive em dia é o da ginecologista: minha mãe teve câncer de mama e faço parte do grupo de risco, então nunca deixei isso atrasar. Felizmente, tudo estava em ordem da parte da GO também! Já comecei a tomar um multivitamínico para grávidas (o Materna) enquanto terminava os últimos suplementos do nutrólogo (que já tinha passado ácido fólico nesta última leva) e trancava as camisinhas na gaveta (por causa do risco do câncer, tive que parar de usar anticoncepcional aos 26 anos, depois de 10 anos de pílula). Conseguimos o resultado positivo no primeiro mês de tentativas!

Sei que estar com tudo em ordem antes me ajudou a engravidar facilmente e a ter uma gestação vegana tranqüila. E por ‘tudo em ordem’ não me refiro só à parte clínica, mas também aos hábitos saudáveis de alimentação e prática de atividade física. Arrisco dizer que ser vegan, ativa e saudável me ajudou a não sofrer ou sofrer menos os vários efeitos colaterais da gravidez: escapei das estrias, de vomitar (mesmo ficando enjoada, não coloquei nada pra fora nenhuma vez), de ficar inchada, da prisão de ventre, de ganhar peso demais e de sofrer dores insuportáveis na coluna. Com exceção dos ataques de pânico de mãe de primeira viagem, tive uma gestação bem sosseada. Escutei o tempo todo que ‘o pior ainda está por vir’, mas o pior não chegou nunca: escrevo este texto às 38 semanas de gestação sem praticamente ter passado por nada disso. E minha bebê se desenvolveu bem: ela estava sempre um pouco acima da média de meninos, ou seja, comprida e gorducha, mas sem sair do que é considerado saudável (e eu me lembro de ter que explicar para outra grávida do meu trabalho que mesmo continuando ‘sem comer nada’ – oi? – não faltariam nutrientes para a minha filha). Confesso que só saí perdendo no quesito ‘gases’: afinal, uma dieta vegan tem muitas fibras, o que faz o intestino funcionar melhor, o que enriquece a flora intestinal, o que significa mais bactérias produzindo mais gases…

Tive a sorte também de ter o acompanhamento de uma excelente ginecologista e obstetra, um atencioso especialista em medicina fetal (que fez todos os US) e, é claro, mantive as consultas com o nutrólogo. Logo que engravidei, voltei nele – que, além da Materna, me passou mais ferro, mais B12 e mais vitamina D (estávamos em pleno inverno), já prevendo o que o bebê iria sugar de mim e que eu teria dificuldades de repor só com a alimentação, ainda mais com os enjôos do primeiro trimestre. No meio da gestação, novo controle: desta vez focando no ferro e no cálcio (e mantendo a B12 e a vitamina D), antecipando a perda de sangue do parto e o que vai embora na amamentação. Também optei por suplementar o óleo de linhaça com cápsulas manipuladas, porque durante a gravidez simplesmente tomei pavor do sabor da semente e do óleo para temperar a comida, e esta é uma importante fonte vegetal de ômega 3 e 6.

Uma vez o marido, vendo minha coleção de potes de vitaminas em cima da cômoda, brincou que era ‘mais fácil comer carne’. A verdade é que toda gestante, vegana ou não, precisa de suplementação. No meu caso, acho que ela foi ainda mais completa (com o cálcio e a vitamina D) por causa de uma deficiência anterior que ainda estava sendo tratada e porque eu fiz um acompanhamento minucioso e detalhado com um médico especialista em nutrição. Já cansei de ouvir gestantes onívoras reclamando do enfraquecimento dos dentes, por exemplo, sinal de perda de cálcio; elas provavelmente não sabem que estão com este problema porque não o investigam, como eu fiz. Um pré-natal bem feito, o que não se resume à questão nutricional, mas também à ginecológica e obstétrica e à fetal, é essencial. Afinal, desde que nasça com saúde, no que vier depois a gente se vira: como diz minha mãe, onde comem e vivem dois, comem e vivem três.

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MAIONESE DE SOJA


Ingredientes


4 COLHERES DE SOPA DE LEITE DE SOJA EM PÓ(PSA)
1 XICARÁ DE AGUA GELADA
AZEITE,ÓLEO DE MILHO OU DE GIRASSOL


Preparo

MODO DE FAZER
COLOQUE A XICARÁ DE AGUA GELADA,AS 4 COLHERES DE LEITE DE SOJA,NO LIQUIDIFICADOR BATA ATÉ VIRAR UM MINGAU,VAI ACRESCENTANDO O OLEO OU AZEITE ATÉ FICAR NO PONTO.
ESSA É A MAIONESE NATURAL

Dica

DICAS DE OUTROS SABORES MAIONESE PRETA OU VERDE:ACRESCENTE AZEITONAS PRETAS OU VERDES,TEMPERO A GOSTO. MAIONESE VERDE:DUAS A TRÊS COLHERES DE SALSINHA PICADA,TRMPERO A GOSTO. MAIONESE VERMELHA: BETERRRABA COZIDA,E TEMPERO A GOSTO E AQUI VAI UMA PARA QUEM GOSTA DE UM POUCO MAIS PICANTE: UMA PITADA DE PÁPRICA(TEMPERO EM PÓ) DE 4 A 10 CASTANHAS DO PARÁ UMA CENOURA PEQUENA COZIDA TEMPERO A GOSTO E MAIONESE DE SOJA NATURAL BATA TUDO NO LIQUIDIFICADOR E COLOQUE EM UM POTE PARA GELAR E SIRVA COM PÃO INTEGRAL.

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bióloga do Ibama-SE admite falha em autorização para uso de urubus

A bióloga coordenadora do Núcleo de Fauna do Ibama de Sergipe, Gláucia Maria Lima Bispo, afirmou ao G1, na noite desta sexta-feira (1), que falhou ao emitir a autorização para "transporte e manejo" dos urubus que integram a instalação do artista Nuno Ramos na 29ª Bienal de São Paulo.

A licença foi revogada nesta quinta-feira pelo próprio Ibama de Sergipe após receber parecer do Ibama de São Paulo atestando que as aves, cedidas pelo Parque dos Falcões, em Sergipe, estão sendo vítimas de maus tratos.

"Admitimos que a licença foi emitida de forma precária", disse Bispo à reportagem por telefone. "Recebemos o plano [da obra do artista] com antecedência, mas dado o volume de documentos e de coisas que a gente tem que ver, eu não atentei que seria uma situação em um ambiente assim, confinado. Ao emitir uma autorização para expor os animais no parque Ibirapuera, a impressão que tivemos é que [as aves] estariam numa área verde", explicou.

A bióloga reconhece que aprovou o uso das aves na obra baseada principalmente em fotos em preto e branco de uma obra semelhante que já havia sido montanda por Ramos em Brasília, em 2008, com os mesmos urubus.

Bispo diz que mudou de opinião depois que o Ibama de São Paulo, pressionado por reclamações da sociedade civil, a procurou. "Nós informamos sobre a emissão das licenças, dizendo que eles apresentaram um plano de manejo com fotos da exposição em Brasília e que não vimos impedimento, a princípio, na emissão destas licenças. Mas falamos para eles da precariedade de emissão de uma licença numa situação dessas e que, se eles verificassem que teria problemas, não teríamos nenhum problema em revogar nossa licença."

"Não temos problemas em reconhecer possíveis falhas que possam ser cometidas por nós", disse Bispo. "Nossa preocupação, em primeiro lugar, tem de ser o bem-estar do animal. Em se verificando problemas na forma como animal está sendo exposto, não há nenhum problema em voltar atrás."

Instalações inadequadas
O G1 teve acesso ao parecer do Ibama de São Paulo, datado de 30 de setembro, que considerou "as instalações e o manejo inadequados para a manutenção das aves pela duração prevista para a exposição, de aproximadamente três meses".

Segundo o documento, que é assinado pelo veterinário Claudio Massao Kawata, pela bióloga Rossana Borioni, e pelo agente de fiscalização Ivan Paulo Ortiz Pereira, "o local de cativeiro jamais recebe insolação direta ou ventos", e não oferece "isolamento de segurança" com o público. O parecer questiona ainda a inexistência de um veterinário responsável no local.

O documento do Ibama de SP estipula um prazo provisório de 15 dias para "adequação das instalações" segundo uma lista de nove exigências que incluem o acesso à luz solar, a remoção dos alto-falantes e a melhoria física no espaço da obra "dando alternativa aos animais de escolha". Após esse prazo, uma nova vistoria seria feita e a autorização, renovada a cada duas semanas, sempre com o parecer de um veterinário local.

Até a publicação desta reportagem, o G1 não conseguiu entrar em contato com os signatários do parecer. No entanto, um comunicado enviado pela assessoria de imprensa do órgão diz apenas que o Ibama de SP enviou notificação "aos responsáveis pelos 'três urubus-de-cabeça-amarela' (Cathartes burrovianus)" pedindo "a retirada dos animais" por considerar que "as instalações estão inadequadas para a manutenção das aves".

O comunicado afirma ainda que há um prazo de cinco dias para que os animais sejam devolvidos ao Parque dos Falcões, em Sergipe, de onde foram cedidos. O prazo, ainda segundo o Ibama, visa atender "uma logística para que eles retornem com segurança ao seu habitat".

Procurado pelo G1 por telefone, Ramos disse que não se pronunciaria sobre o pedido do Ibama e afirmou que o caso seria resolvido pela Bienal.

Em nota, os organizadores da mostra afirmam que a instituição está analisando o pedido do Ibama, mas não esclarece se os animais serão retirados ou mantidos na obra.

"A Fundação Bienal recebeu na data de hoje um comunicado do Ibama SP, que já está em análise pelo departamento jurídico e pela liderança da Instituição, no sentido de buscar uma solução que atenda as novas demandas dos órgãos ambientais e possa, dentro da lei, conciliá-las com os valores de liberdade de expressão do artista e de independência curatorial, na tentativa de preservar a integridade da exposição", diz o comunicado.

Abaixo-assinado e pichação
A presença dos urubus na instalação "Bandeira branca", de Ramos, vem causando polêmica desde antes da abertura oficial da 29ª Bienal, que ocorreu no último sábado (25). Cientes da obra, internautas e grupo de defensores dos direitos dos animais chegaram a criar um abaixo-assinado contra a exibição da obra do artista na mostra.

Na ocasião, tanto Ramos quanto os organizadores da Bienal declararam que a presença dos animais estava "dentro da legislação" e que "o autor da obra possui todas as licenças exigidas pelos órgãos de preservação ambiental para o uso desses animais".

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Pássaros apreendidos no RS

“Chama a atenção a grande quantidade de animais raros e ameaçados de extinção encontrados em poder dos criadores”. Essa frase de Fernanda Rauber, responsável pelo Núcleo de Fauna do Ibama no Rio Grande do Sul, resume até onde chega a ganância do homem. Pior que isso: a sua capacidade destruidora. “Alguns animais do gênero Sporophila, popularmente chamados de caboclinhos, são tão raros que até os pesquisadores tem dificuldade de encontrar os espécimes, e em apenas um dos criadores vistoriados encontramos mais de 20 exemplares”.

A operação Papa-laranja, deflagrada na semana passada, computou até agora os três primeiros dias de sua execução. O saldo: 308 pássaros apreendidos em 13 autos de infração lavrados, num total de R$ 719,5 mil em multas. A ação se concentra na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, em municípios como Santa Rosa, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Três de Maio e Alegria, próximos ao rio Uruguai, divisa internacional com a Argentina.

Por se tratar de área de fronteira, o comércio e o tráfico de animais silvestres são atividades comuns. Os passeriformes, capturados diretamente da natureza tanto na região como no país vizinho, são vendidos para Estados como São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso. A operação quer justamente identificar e coibir a ação dos criminosos que, cadastrados como criadores amadores de passeriformes ou utilizando criadores “laranjas”, registrados e autorizados pelo Ibama, desvirtuam a atividade ao receberem animais capturados diretamente do ambiente.

“Nesta operação ficou evidenciado que depois de capturados, os pássaros são marcados com anilhas falsas ou adulteradas, e comercializados entre os criadores, principalmente para outros Estados do Brasil, acobertados por uma criação dita amadora, que não gera divisas para os cofres públicos e impacta de forma extremamente lesiva o meio ambiente”, afirma Régis Fontana Pinto, responsável pela Divisão de Controle e Fiscalização Ambiental (Dicof) do Ibama/ RS.

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Conheça candidatos a deputado que atuam em defesa dos animais

Vários deles são vegetarianos e resgatam animais de rua pessoalmente.

Alguns candidatos a deputado nas eleições deste ano não se focam em propostas de interesse direto das pessoas, mas dos animais. Vários deles são vegetarianos e resgatam animais de rua pessoalmente.

É o caso de um dos mais conhecidos da área, Feliciano Filho (PV-SP). Busca reeleição no Estado e é autor da lei que proibiu, em 2008, a matança indiscriminada dos cães e gatos recolhidos por órgãos como canis e CCZ (Centros de Controle de Zoonoses).

Diz que pretende também criar um programa de castração estadual de animais --ele cita que a população de cães cresce em ritmo mais de dez vezes maior que a humana, e a de gatos o dobro disso, muitos abandonados.

Outro deputado estadual de São Paulo que tenta reeleição é Fernando Capez (PSDB). Apesar de novo na causa, encaminhou pedido para criação de uma Promotoria de Defesa Animal e diz que planeja trabalhar a conscientização da população a respeito de crimes contra animais.

Gabriel Bitencourt (PC do B) também busca o cargo estadual em SP, mas vem de Sorocaba, onde diz ter criado a primeira lei municipal que proibiu animais em circos no Brasil e teve sucesso em campanha coordenada contra rodeios.

No Rio de Janeiro, a candidata Lucia Frota (PSDB) pretende ampliar pelo Estado a proibição do extermínio de animais de rua e esterilização gratuita, em linha similar a de Feliciano. A cidade do Rio foi a primeira no Brasil com esta lei, desde 2002, com assessora técnica de Lucia, segundo sua mãe.

FEDERAIS

Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que busca reeleição como deputado federal, é dos parlamentares que atuam na área com mais experiência, começando como vereador em 1982.

Mas outros agora também tentam o cargo federal, como Vicente da UPA (PV-SP), que leva o nome da União Protetora dos Animais, que preside. Vereador de Campinas, conta que apresentou o projeto da lei que permite atendimento gratuito a animais de pessoas carentes do município.

A veterinária Andrea Lambert (PV-RJ), também candidata federal, lembra sua participação em campanha contra a "carrocinha" letal na cidade do Rio e denúncia que ajudou a proibir animais domésticos em circos no município.

A psicóloga Eliane Carmanim Lima (PV-RS), criadora de um cadastro de vegetarianos na internet, pressionou empresas pelo não uso de produtos animais, e fez várias denúncias. Se eleita como deputada federal, diz que pretende ajudar na aprovação do projeto que proíbe animais em circos e estimular métodos substitutivos de animais na ciência.

VEGETARIANOS E RESGATADORES

Dos candidatos citados, apenas Capez não afirmou ser vegetariano, e Tripoli não informou. Lucia e Eliane chegam até ao veganismo, o não consumo de qualquer derivado animal. O resgate e doação de animais de rua é atividade cotidiana de Feliciano, Vicente e Andrea, mas também de Lucia.

Nenhum dos quatro principais candidatos a presidente e dos quatro principais que tentam o cargo de governador de São Paulo responderam às questões enviadas sobre animais.



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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mulher que protestava em rodeio é laçada e arrastada no Chile

Uma mulher que protestava contra maus tratos a animais durante um rodeio foi laçada pelos peões, que a arrastaram para fora da arena do Estádio Nacional, no Chile.

Imagens do protesto, realizado no último dia 19, foram feitas por uma das integrantes do manifestação, Paulina Alarcón, e exibidas pelo canal chileno Chilevisión na quinta-feira (23). Clique aqui para ver.

O incidente ocorreu quando o grupo interrompeu o rodeio entrando na arena com cartazes.

Segundo o jornal chileno "El Mercurio", a jovem tem 17 anos e se chama Constanza. À TV, ela disse que o protesto, que seria pacífico, acabou se transformando na experiência mais traumática de sua vida.

"Fui brutalmente agredida", disse Constanza, segundo o jornal. "Fiquei bastante machucada, me doía as costas inteiras porque me amarraram com um dos couros, os pés doíam, tenho hematomas e o braço que foi amarrado ficou muito inchado."

O diretor da Federação de Rodeio Chileno, Alfonso Rivas, responsável pelo evento, disse que lamentava o ocorrido, mas, ao mesmo tempo, justificou a atitude dos peões.

"Em alguma medida, encontro alguma razão na reação. Foi lamentável de ambas as partes", disse o dirigente, segundo o "El Mercurio". A entidade iniciou uma investigação sobre o episódio. As informações são do G1.

ONG Vida Animal promove feira de adoções e novo bazar beneficente

A Associação Internacional Vida Animal realiza no próximo domingo (26), das 8h às 21h, Feira de Adoções e o II Bazar Beneficente em prol da manutenção da ONG. Será na Praça da Bíblia (Av. República Argentina, - Jardim São Paulo).

No bazar, venda de roupas, brinquedos, calçados, utensílios domésticos, móveis, aparelhos eletrônicos, entre outros. Os produtos são novos e semi-novos com preços abaixo do mercado. Também é oportunidade de adotar um dos cães e gatos sem lares que a ONG abriga.

A ONG Vida Animal avisa que também aceita doações antecipadas de itens em bom estado que possam ser vendidos na ação. Contate as voluntárias da organização: Ana Maria (9914-4402), Crislaine (8401-3251) e Raquel (3027-7936).

Serviço
Evento: II Bazar Vida Animal e Feira de Adoções
Local: Praça da Bíblia (Av. República Argentina - Jardim São Paulo).
Data: 26/09, domingo.
Horário: das 8h às 21h.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

II Vegballoon Fest - 26/09/10 - Participe e traga seus amigos!

O que a cor verde representa para você? Natureza? Harmonia?

Para nós da família ATIVEG a cor verde representa um sentimento deESPERANÇA. Esperança de viver em um mundo de paz e igualdade entre todos os seres vivos do planeta. Nós acreditamos nisso... Nós lutamos por isso!

É com este sentimento que convidamos você a lutar conosco no II VEGBALLON FEST, que será realizado no dia 26 de setembro de 2010, das 09:00 até as 14:00 em 4 cidades..

O VEGBALLON FEST foi criado com o intuito de unir a determinação de uma manifestação em prol da vida e dos direitos animais com a alegria e a união que caracteriza a FAMILIA ATIVEG.

Libertação Animal, criatividade, união, perseverança, e muita... muita força de vontade de lutar pelos animais... isso é o VEGBALLON FEST.

Balões verdes biodegradáveis irão colorir tanto a Avenida Paulista como outras importantes regiões do país, sendo que no dia do evento serão distribuídos materiais informativos sobre vegetarianismo e proteção animal ao público presente.

Devido ao grande sucesso da primeira edição, neste ano o II VEGBALLON FESTacontecerá simultaneamente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Ribeirão Preto e Juiz de Fora.

Venha vestido com uma camiseta verde, traga seus amigos e familiares e mostre a todos a sua força e a sua vontade de lutar pelos animais e pelo planeta.

No local do evento nós venderemos camisetas verdes do grupo com o símbolo do vegetarianismo por apenas R$ 10,00.


Veja abaixo mais informações sobre cada cidade. O evento será realizado no mesmo dia e horário, 26.09.2010 das 9:00 às 14:00:

Em São Paulo - SP:
Av. Paulista - no MASP (concentração atrás do vão central)
informações: daniel@ativeg.org
imprensa local / nacional: makoto@ativeg.org

Em Recife - PE:
Av. de Boa Viagem - Feirinha da Boa Viagem (praia)
informações: jessica@ativeg.org
imprensa local: nara@ativeg.org

Em Ribeirão Preto - SP:
Centro, em frente ao Teatro Pedro II
informações e imprensa local: edi@ativeg.org

No Rio de Janeiro - RJ:
Av. Atlântica - Copacabana (em frente ao Copacabana Palace)
informações e imprensa local: neto.viviane@bol.com.br

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SALVANDO O COELHO DA RAPOSA

Nas discussões sobre direitos animais, a questão da predação é geralmente abordada tanto como uma racionalização da nossa matança dos animais ou como base para uma objeção redutio ad absurdum (“mostrando a que tolice isso pode conduzir”) à reivindicação de que nós somos moralmente obrigados a diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado. A racionalização toma a forma “já que eles predam uns aos outros, nós estamos moralmente justificados a predá-los”. Esta resposta, “Deixe colherem o que semeam!” como dirigida à questão dos direitos animais, foi abordada no capítulo 6[1]. A Reductio, que será o objeto deste capítulo, toma então a seguinte forma:

A Reductio da Predação

A1: Suponha que os humanos são moralmente obrigados a diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado.

A2: Animais inocentes sofrem quando são predados por outros animais.

A3: Consequentemente, os humanos seriam moralmente obrigados a impedir a predação.

A4: Entretanto, uma obrigação de evitar a predação seria absurda.

A5: Assim, ao contrário da hipótese, humanos não são moralmente obrigados a diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado.

Há três formas pelas quais este argumento pode ser contrariado com sucesso:

I. Contestando a avaliação em A4.

II. Contestando que A3 segue de A1 e A2.

III. Contestando que A5 segue de A1 até A4.

Nós desenvolveremos cada uma destas estratégias de resposta a seguir . Mas, antes de fazê-lo, eu gostaria de passar um momento discutindo e descartando algumas respostas para a Reductio da predação comuns, mas deficientes.

Uma dessas respostas se dá como a seguir:

Obrigações morais são direcionadas para os agentes racionais, que podem inibir ou estender suas atividades pelo reconhecimento destas obrigações. Todavia, os animais não são agentes racionais, ou pelo menos não suficientemente racionais para reconhecer e responder questões morais. Assim, a obrigação moral dos humanos em diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado não pode envolver uma obrigação moral dos animais não serem predatórios.

Esta resposta tenta seguir a segunda estratégia abordada acima. Isto é, desafia a inferência de A1 e A2 para A3 na reductio da predação.

O Problema dessa resposta é a compreensão incorreta de A3. A conclusão alcançada em A3 não é que os animais são moralmente obrigados a deixar de serem predadores. A3 afirma que nós (por exemplo, humanos), somos moralmente obrigados a evitar a predação. Consequentemente, a inferência de A1 e A2 para A3 nem mesmo levanta a questão de uma obrigação moral tida pelos animais predadores que eles deveriam, de alguma forma, reconhecer e observar. Então, essa primeira resposta à redcutio da predação é simplesmente irrelevante para aquele argumento.

Poderia ser objetado que não faz sentido concluir que nós temos uma obrigação moral de impedir que os animais sejam predadores a menos que eles estejam moralmente obrigados a não serem predadores. Seguiria então daí que mesmo que a inferência de A1 e A2 para A3 não envolve uma reivindicação explícita de que os animais sejam sujeitos a obrigação moral, presumindo que eles já o são.

Tal contra-argumento seria enganoso. Não há nenhum problema conceitual com a idéia de que nós, como agentes morais ad[2], somos obrigados a impedir outros, que (supostamente) não são agentes morais ad, de causar dano. Nós rotineiramente aplicamos essa idéia quando atribuímos responsabilidade aos pais de impedir suas crianças em fase pré-moral ad de causar dano. Uma criança pequena “não ter consciência de seus atos” não nos exime de estarmos moralmente obrigados a pará-la de atormentar o gato. Só que o gato não ter consciência de seus atos não pode nos eximir de sermos moralmente obrigados a fazê-lo parar de matar os pássaros. Consequentemente, esta tentativa de ameaçar a inferência de A1 e A2 para A3 falha.

Uma segunda resposta falha à reductio da predação é mais ou menos como se segue:

Uma vez que os animais não podem ser moralmente obrigados a não ser predadores, não há nada errado em serem predadores. Mas, nós não podemos ser moralmente obrigados a evitar a predação, se não houver nada de errado com ela.

Esta objeção novamente segue a segunda estratégia acima. Aqui, esta estratégia específica desafia a significância moral de A2 na reductio da predação. O sofrimento animal causado pela predação tem sua significância moral negada pela presunção de que o valor moral da ação deriva inteiramente do agente responder ou não responder a regras morais, isto é, deriva inteiramente de se ele ou ela agiu como um agente moral ad.

Como defendido extensamente nos capítulos 2 e 3, esta presunção é enganosa. Considere novamente o exemplo de uma criança pequena atormentando o gato. A criança pode ser muito jovem para reconhecer e responder às obrigações morais humanitárias. Entretanto, enquanto isso pode influenciar nossa avaliação do seu caráter e responsabilidade por suas ações, isto não nos leva a concluir que não há nada de moralmente errado com o ato dela atormentar o gato. Atormentar o gato permanece um erro moral, mesmo quando é feito por alguém que “sabe o melhor a se fazer” ou por alguém que “não sabe diferenciar o certo do errado”. Tomando outro exemplo, se nós determinarmos que alguém é criminalmente insano (como, por exemplo, o incapaz de distinguir o certo do errado), isso afeta nossa avaliação de sua responsabilidade por suas ações e se ele merece ou não punição por elas. Todavia, isso não nos leva a concluir que não havia nada de errado com aquelas ações. Que eles foram cometidos pelo criminalmente insano não tornam casos injustificados de homicídio e o intercurso sexual forçado moralmente neutros. Eles continuam sendo casos de assassinato e estupro.

Ser incapaz de distinguir o certo do errado pode deixar os agentes “inocentes” no sentido de “não culpáveis”, mas isso não torna suas ações “inocentes” no sentido de “serem nem moralmente certas ou moralmente erradas”. Aquelas ações podem ainda continuar sendo moralmente certas ou erradas; só que o agente é incapaz de reconhecer esse fato. Enquanto kantianos estão corretos quando enfatizam que ações feitas por diferentes razões podem ter diferentes valores morais, eles estão incorretos quando concluem que todo o valor moral de uma ação deriva da vontade do agente. Existem dimensões independentes do agente para nossas avaliações morais, como aquelas concernentes às conseqüências dos atos, bem como as dimensões dependentes do agente. Consequentemente, poderia haver um erro moral para nós corrigirmos na predação, mesmo que esse erro não possa ser a incapacidade dos animais em cumprir suas obrigações morais. Pode ser um erro moral ai derivado do lado utilitarista de nossa moralidade comum. Então, essa segunda resposta à reductio da predação também falha.

A última das respostas comuns, mas, erradas que nós consideraremos se dá como a seguir:

Ao serem predadores, os animais estão apenas seguindo sua natureza. Nós devemos (moralmente) respeitar as necessidades naturais e impulsos dos outros. Desta forma, nós devemos (moralmente) não interferir na predação.

Esta resposta novamente implementa a segunda das respostas estratégicas acima por desafiar a significância moral de A2 na reductio da predação. Essa resposta presume que respeitar a natureza tem uma maior prioridade dentre nossos valores morais que diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado. Se correta, essa presunção poderia justificar moralmente o sofrimento animal causado pela predação, por torná-la menos maléfica que o desrespeito pela natureza envolvido na tentativa de impedir a predação. Esta resposta pode também ser vista como um “análogo da ética ambiental” para o princípio do valorizador independente, discutido no capítulo 10, que “nós não temos o direito de forçar nossos valores aos outros”. Aqui, estes “outros” são os animais predadores.

A moralidade diária indica que essa presunção é enganosa. Uma das funções fundamentais e amplamente difundidas das regras morais e da educação é delimitar e inibir os caminhos pelos quais as necessidades inatas podem (moralmente) ser desenvolvidas e os impulsos naturais podem (moralmente) ser buscados. Especialmente quando alguns dos nossos “fazendo o que nos é natural” resulta em sofrimento ou morte de outros, a resposta moral padrão é que aqui há um aspecto ou expressão da natureza humana que não merece nosso respeito moral. Exemplos disso poderiam ser nossa ausência de respeito moral e nossos muitos esforços em inibir nossas tendências agressivas e de dominação. Desconheço razões pelas quais a natureza extra humana deveria estar intitulada ao respeito moral que não é devido à natureza humana. Poderíamos também perceber que nós simplesmente não aceitamos essa terceira resposta à reductio da predação quando nossos animais de estimação ou crianças são vitimas de predadores, como ocasionalmente acontece quando nos aventuramos em seu território ou quando, através da destruição de seus habitats, não lhes deixamos nenhuma outra opção de sobrevivência senão a de se enveredar em nossas comunidades buscando por presas. Quando isso acontece aos nossos amados, nós claramente damos maior prioridade à prevenção do sofrimento do que o respeito à natureza.

O mesmo pode ser dito, se nós pensarmos nesta terceira resposta como um análogo para o princípio do valorizador independente. O respeito moral devido à busca dos outros pelos seus próprios valores é condicional, pelo menos, à medida que essa busca não negue aos outros a oportunidade de perseguir seus próprios valores. Por exemplo, nós não temos obrigações morais de respeitar os desejos dos escravocratas em dominar e seus ideais de um mundo no qual eles comandam vastas levas de escravos. Similarmente, dado que os predadores obviamente negam à sua presa a oportunidade de perseguir seus valores, nós não estamos moralmente obrigados pelo princípio do valorizador independente a respeitar as atividades predatórias.

Assim a terceira resposta à reductio da predação atribui uma prioridade ao natural e ao respeito dos valores individuais que não é confirmada pela prática moral comum. Enquanto não invalida o argumento, mostra que tal argumento possui um ônus da prova pesado para cumprir antes de colocar um desafio sério à reductio da predação. Também sugere que essa terceira resposta é maliciosa, assim como são outras referências ao “é simplesmente natural!” no discurso moral. À medida que nossos interesses ou dos que amamos são sacrificados, não reconhecemos uma obrigação moral em “deixar a natureza tomar seu curso”. Mas, quando nós não queremos ser incomodados com uma obrigação, “É simplesmente assim que o mundo funciona” provê uma desculpa prática.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Todos os livros sobre animais

Saudações amigos..


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sábado, 3 de julho de 2010

ATIVEG - Convocação, Trabalho de campo 18/07 MASP - SP

A familia ATIVEG convoca todos os seus membros para participar da nossa 1ª Campanha PET ATIVEG.
Nesse dia lutaremos para conseguir um lar para cães e gatos que se encontram em abrigos a espera de um dono que lhe dê carinho, atenção e uma vida digna.
Montaremos um "varal" com as fotos e os dados dos animais de diversas instituições que os acolhem , e serão entregues ao público flyers explicando a importância da adoção de animais, e incitando a denúncia sobre maus tratos e abandono.
Além da campanha de adoção de animais receberemos também doações para essas instituições. Aceitaremos doações de:

-Jornal, papelão e lona;
-Casinhas, caminhas, roupinhas e panos;
-Toalhas, cobertores e mantas em boas condições;
-Shampoo
-RAÇÃO VEGETARIANA
(Estaremos vendendo no dia a RAÇÃO VEGETARIANA FRIDOG para aqueles que quiserem doar)

Contamos com a ajuda e a participação de todos vocês, pois milhões de cães e gatos vagam pelas ruas sofrendo com o frio, com a fome, com doenças e com a montruosidade de muitos seres humanos.
Se quisermos mudar essa realidade precisamos lutar!

CAMPANHA PET ATIVEG
DIA: 18/07/10
HORÁRIO: 13:00
LOCAL: AVENIDA PAULISTA (EM FRENTE AO MASP)

ATIVEG - "LUTAMOS POR TODOS OS ANIMAIS DO MUNDO....AMAMOS A VIDA!

sábado, 5 de junho de 2010

Grupo americano divulga vídeo de crueldade em fazenda de laticínios dos EUA

O grupo americano Mercy For Animals (Piedade dos Animais, em português), divulgou nesta semana um vídeo gravado dentro de uma fazenda de produção de laticínios, localizada no estado de Ohio, Estados Unidos.



Capturadas através de câmera escondida, essas cenas chocantes revelam a cultura da crueldade na fazenda Conklin Dairy, que fica na cidade de Plain. A investigação durou 4 semanas entre os meses de abril e maio e constatou:

- bezerros sendo puxados violentamente;

- animais levam facadas no rosto, pernas e estômago;

- chutes contra os animais;

- torções dos rabos dos animais.



Depois de ver as imagens, o professor de ciência animal da Universidade do Estado de Colorado, Bernard Rollin, declarou: "Esta é provavelmente as cenas mais sádicas de abuso aos animais que eu já vi. O video retrata uma crueldade deliberada, baseada não em raiva momentânea, mas em ter prazer ao causar dor em indefesas vacas e bezerros".

A organização Mercy For Animals imediatamente entrou em contato com o procurador municipal explicando as acusações contra a fazenda. Agora, o grupo quer que os empregados respondam criminalmente por violar as leis de crueldade contra animais do estado de Ohio.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dieta vegetariana x Nutrição proteica

1. Disseram que eu tenho deficiência de proteína por ser vegetariano. É verdade, doutor?

Calma aí! Deficiência de proteína não é comum em vegetarianos. Aliás, é raríssimo! Eu nunca atendi um único vegetariano no consultório com este problema e os artigos científicos que avaliam a nutrição proteica de populações de vegetarianos também não o relatam. Infelizmente muitos profissionais apavoram as pessoas adeptas do vegetarianismo com este tema. Quando retiramos a carne do cardápio, até mesmo associada à retirada de ovos e laticínios, não estamos simplesmente negligenciando a importância da proteína da dieta. Estamos apenas optando por oferecê-la de outras formas.

As conseqüências da deficiência de proteínas são diversas, podendo acarretar déficit de crescimento de crianças, alterações imunológicas, retenção de líquidos, alterações em cabelos, pele, entre muitas outras. No entanto, se você tiver algum destes problemas, não se apavore, achando que tem um quadro de desnutrição proteica, pois há inúmeros outros problemas que podem desencadear estas alterações. Uma avaliação detalhada do seu estado nutricional e da sua dieta esclarecerá todas as dúvidas.

2. Por que existe terrorismo com relação à necessidade de proteína de origem animal no cardápio?

Se você é vegetariano, com certeza já passou - e ainda passa - pela situação de ser questionado repetidamente sobre as proteínas da sua dieta. As pesquisas científicas iniciais que deram origem aos conhecimentos sobre este assunto foram baseadas em estudos com animais de laboratório. Isto trouxe uma série de erros quando aplicaram este conhecimento a seres humanos. Felizmente as pesquisas mais recentes já mostraram claramente as diferenças que ocorrem entre os seres humanos e outros animais, mas, infelizmente, muitos profissionais ainda não estão atualizados sobre este assunto.

Falar de proteínas não é simples, pois os conceitos básicos são amplos e necessitam de explicações bastante detalhadas para serem completamente entendidas. Vamos abordar algumas questões relevantes neste contexto:

• as proteínas são compostas por aminoácidos: podemos comparar a proteína a um muro e os aminoácidos, a seus tijolos;

• alguns aminoácidos podem ser produzidos pelo nosso próprio organismo, sendo chamados de “dispensáveis” ou não-essenciais; outros, precisam ser ingeridos, pois não temos a capacidade de produzi-los: são os aminoácidos que chamamos de “indispensáveis” ou essenciais;

• não há uma necessidade imprescindível de ingestão de proteínas de origem animal em qualquer fase da vida humana: não existe nem um único aminoácido essencial que esteja ausente nas proteínas de origem vegetal;

• muitos profissionais de saúde ainda utilizam o termo “valor biológico” como referência da qualidade das proteínas; o “valor biológico” reflete a incorporação da proteína absorvida pelo organismo; desde 1991, a Organização Mundial de Saúde e a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) passaram a recomendar a não-utilização deste termo como forma de análise da qualidade nutricional das proteínas, já que o método é muito falho para seres humanos; tal medida foi substituída pelo PDCAA (Protein digestibility-corrected amino acid score), um método que reflete com mais exatidão as necessidades de proteínas dos seres humanos; com este novo método, ficou claro o erro cometido no passado, quando se afirmava que a carne é necessária ao organismo humano como fonte de proteínas; o mesmo é válido para ovos e laticínios;

• os estudos de revisão da literatura científica demonstram que não há diferença alguma na incorporação das proteínas provenientes de alimentos de origem vegetal ou animal no organismo humano; portanto, quando alguém insistir que você deve comer alimentos de origem animal devido ao seu “alto valor biológico”, posicione-se, tendo a certeza de que este é um equívoco freqüente que precisa ser esclarecido;

• o consumo de proteínas vegetais corresponde a aproximadamente 65% do total de proteínas ingeridas pelas pessoas no mundo todo; nos Estados Unidos, este consumo corresponde a apenas 32%, demonstrando que essa população está reduzindo a ingestão de alimentos de origem vegetal e aumentando a de origem animal; as conseqüências deste padrão alimentar para a saúde são nítidas.

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Fonte: Guia Vegano